Economia

Cenário para produção industrial ainda é negativo, diz IBGE

Em outubro, ante setembro, houve queda na produção em 16 dos 24 ramos pesquisados


	Predomínio de negativas: em outubro houve queda na produção em 16 dos 24 ramos pesquisados ante setembro
 (Arquivo/Agência Brasil)

Predomínio de negativas: em outubro houve queda na produção em 16 dos 24 ramos pesquisados ante setembro (Arquivo/Agência Brasil)

DR

Da Redação

Publicado em 2 de dezembro de 2014 às 11h18.

Rio de Janeiro - Apesar da estabilidade (0,0%) registrada pela produção industrial nacional na passagem de setembro para outubro, houve predomínio de resultados negativos no setor no período, segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Há claramente um predomínio de resultados negativos, com um número maior de segmentos industriais mostrando algum tipo de redução na produção", apontou Macedo.

Em outubro ante setembro houve queda na produção em 16 dos 24 ramos pesquisados. As principais influências negativas para o total da indústria foram das atividades de produtos farmacêuticos e farmoquímicos (-9,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-2,2%).

Outras contribuições negativas importantes vieram de produtos de minerais não-metálicos (-2,1%), produtos de borracha e material plástico (-1,7%), couro, artigos de viagem e calçados (-3,2%), produtos do fumo (-6,2%) e bebidas (-1,3%).

Na direção oposta, a atividade que ampliou a produção com maior impacto positivo para a média global foi produtos alimentícios (2,5%).

Também contribuíram positivamente equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,9%) e outros equipamentos de transporte (5,0%).

Acompanhe tudo sobre:gestao-de-negociosIBGEEstatísticasprodutividade-no-trabalho

Mais de Economia

Empresários de Brasil e EUA propõem acordo em duas etapas para evitar tarifaço

IPCA de junho desacelera para 0,16%; inflação acumulada em 12 meses chega a 4,64%

Guerra no Irã deve provocar primeira queda da demanda por petróleo desde 2020, diz IEA

Mercado passa a apostar em corte de 0,25 ponto na Selic em agosto, diz B3