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Câmbio está próximo do preço justo, afirma CSFB

Segundo o banco, há pouco espaço para a intervenção do Banco Central no mercado cambial sem que isto provoque oscilações bruscas na moeda brasileira

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 11h18.

A taxa de câmbio brasileira está próxima do ponto ideal, o que significa que o Banco Central (BC) precisa ser bastante cuidadoso para intervir no mercado sem provocar fortes oscilações do real frente às demais moedas estrangeiras. A conclusão é de relatório do banco Credit Suisse First Boston (CSFB), que confrontou o real com as moedas dos 15 países com que o Brasil mantém fortes relações comerciais.

O CSFB adotou, como referência, a cotação de 21 de outubro (2,86 reais por dólar) para a análise. Segundo a instituição, bastaria uma desvalorização de 3,5% do real para que a cotação da moeda brasileira atingisse seu ponto de equilíbrio. Isto significa que a taxa deveria subir para 2,96 reais por dólar.

"Os resultados indicam que a moeda não está significativamente apreciada nem expressivamente depreciada, encontrando-se muito próxima de seu valor considerado justo", afirma o relatório. Para o CSFB, isso indica que não há fortes motivos para que o BC intervenha no mercado de câmbio no curto prazo.

Nos últimos meses, a taxa de câmbio variou entre 2,75 reais e 3,20 reais por dólar. Conforme o CSFB, a pressão sobre a moeda brasileira torna-se forte o bastante para justificar a intervenção do BC quando a cotação está abaixo de 2,85 reais (quando seria necessário valorizar o câmbio em 5,2%) e acima de 3,20 (quando o câmbio precisaria ser desvalorizado em 5%).

O CSFB afirma que, apesar dos bons resultados das captações externas e da balança comercial brasileira, o BC ainda precisa recompor suas reservas internacionais no médio prazo para reduzir a vulnerabilidade externa do Brasil e reforçar a credibilidade diante dos investidores internacionais. "Não obstante, julgamos que o espaço existente para intervir no mercado sem que haja pressão sobre o câmbio não é muito confortável", diz o relatório.

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