Economia

Cai a avaliação positiva do governo Lula

A avaliação positiva do primeiro semestre do governo Lula caiu. Pesquisa encomendada pela CNI ao Ibope, mostra que a avaliação ótima e boa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu de 51% em março para 43%. Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta um crescimento na avaliação ruim e péssima do governo, que […]

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h28.

A avaliação positiva do primeiro semestre do governo Lula caiu. Pesquisa encomendada pela CNI ao Ibope, mostra que a avaliação ótima e boa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu de 51% em março para 43%. Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta um crescimento na avaliação ruim e péssima do governo, que passou de 7% para 11%. O levantamento trimestral ouviu 2.000 eleitores entre 19 e 23 de junho e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. A avaliação regular oscilou para cima, mas dentro da margem de erro: de 36% para 38%.

Apesar da elevação do otimismo quanto aos rumos da economia, que contagiou positivamente o clima da opinião, a avaliação do governo aparentemente se descolou" desse viés e infletiu de modo significativo. Em março, a despeito do maior grau de pessimismo com a economia, 75% aprovavam o governo (13% desaprovavam) e 51% o avaliavam de forma expressamente favorável ( ótimo/bom ) enquanto 36% o classificavam como regular e 7% como ruim/péssimo . Agora, a aprovação cai para 70% (18% desaprovam) e a avaliação positiva recua para 43% (38% acham o governo regular e 11% o avaliam negativamente). O saldo da aprovação sofreu queda de 10 pontos e o declínio do saldo da avaliação foi de 12 pontos.

A CNI observa que "uma avaliação severa do governo anterior funciona como uma espécie de colchão que tem protegido, até o momento, a popularidade da atual administração". Nessa segunda pesquisa, o governo Lula amplia a diferença a seu favor na comparação com a administração de Fernando Henrique Cardoso: 57% acham o atual governo melhor do que o anterior, enquanto em março esse contingente era de 49%; 10% dos brasileiros consideram-no pior do que o de seu antecessor, contra 8% antes. Caiu de 35% para 27% o percentual de pessoas que classificam como iguais as duas administrações.

A mesma pesquisa revelou que, apesar de um declínio na imagem, Lula obteve neste primeiro semestre uma avaliação superior a dos últimos quatro presidentes, ficando ligeiramente acima da do antecessor, Fernando Henrique Cardoso. A confiança em Lula passou de 80% em março para 76%. Os últimos presidentes obtiveram os seguintes índices no mesmo tipo de pesquisa da CNI/Ibope, no primeiro semestre de governo, com relação ao item ótimo/bom: José Sarney, (36%); Fernando Collor, 35%; Itamar Franco, 21%; Fernando Henrique (primeiro mandato), 40%; Fernando Henrique (segundo mandato), 16% e Luiz Inácio Lula da Silva 43%. A nota atribuída pela população ao governo do Presidente Lula, no entanto, manteve-se estável. Numa escala de zero a 10, recebeu nota 6,9, contra 6,8 da rodada anterior.

Quanto a reiteração de voto para a presidência, caso Lula pretendesse se reeleger com os mesmos candidatos do ano passado, 58% votariam em Lula, contra a intenção que era de 64% em março. A pesquisa entrevistou maiores de 16 anos em 145 municípios.

O combate ao desemprego é o que mais divide os entrevistados. É visto como a melhor ação do governo Lula, com 12% das intenções, mas também é o indicador mais negativo desta gestão: 30% consideram que é o pior resultado da gestão petista. Em segundo lugar entre os piores vem a questão da segurança (29%) e a taxa de juros, em terceiro (12%). A melhor ação do governo é o programa de combate à fome e à pobreza, com 50% de avaliação positiva.

Os índices de maior satisfação se encontram nas regiões Norte/Centro Oeste e Nordeste, onde os percentuais dos que se encontram muito satisfeitos/satisfeitos com a vida chegam a 84% e 75%, respectivamente. Já no Sudeste, concentra-se a insatisfação (31%), contra 68% de satisfação. Por faixa de renda familiar, os que recebem mais de 10 salários mínimos por mês estão mais contentes com a vida que levam (78%) do que quem recebe até um salário mínimo por mês (70%). Os jovens são os mais otimistas em relação ao restante do ano de 2003 (83%), assim como os de nível universitário (84%). Também expressam elevado otimismo os residentes no Norte/Centro Oeste (86%).

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