Economia

Senado antecipa votação da indicação de Ilan para o BC

Comissão do Senado decidiu antecipar votação de indicação de Ilan Goldfajn para o Banco Central

Ilan Goldfajn, indicado pelo Executivo para chefiar o Banco Central, é sabatinado no Senado (Agência Brasil/Marcelo Camargo)

Ilan Goldfajn, indicado pelo Executivo para chefiar o Banco Central, é sabatinado no Senado (Agência Brasil/Marcelo Camargo)

DR

Da Redação

Publicado em 7 de junho de 2016 às 14h08.

Brasília - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado decidiu, por 24 votos a três, antecipar a votação sobre a indicação do economista Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central.

O pedido foi feito inicialmente pelo senador Telmário Mota (PDT-RR) e depois endossado por outros senadores.

Com a aprovação da demanda, a votação eletrônica e secreta foi aberta antes do término da sabatina de Ilan. A conclusão, porém, só se dará com o fim dos questionamentos dos parlamentares ao economista.

Apenas os senadores Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Humberto Costa (PT-PE) votaram contra a antecipação da votação, mas foram vencidos pela maioria.

Lindbergh argumentou que iniciar a votação antes do fim da sabatina poderia gerar nulidade do ato. "Quer ir embora para o gabinete? Não, vai ficar até o final", ironizou.

A presidente da CAE, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que a Constituição prevê que a votação só seja iniciada após a fase de arguição, mas há precedentes na comissão de antecipação da votação.

Por isso, a mesa colocou a questão em apreciação. Gleisi afirmou ainda que quem se opôs à abertura antecipada da votação poderá recorrer da decisão.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilMercado financeiroSenadoBanco Central

Mais de Economia

Dívida Pública atinge R$ 9,3 tri em junho, alta de 2,61%

Tarifa zero para Cingapura entra em vigor nesta semana; petróleo lidera exportações

Exportações do Brasil para a Argentina caem 18% em meio às reformas de Milei

2 milhões de PMEs estão mais expostas à transição da Reforma Tributária, diz estudo