Brazil House: espaço vai reunir executivos, investidores e autoridades globais para debater temas de relevância mundial (BTG Pactual/Divulgação)
Editora de projetos especiais
Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 07h00.
Última atualização em 19 de janeiro de 2026 às 09h12.
* De Davos, na Suíça
Durante os dias em que Davos concentra líderes políticos e empresariais do mundo, o Brasil passa a contar com um espaço próprio para diálogo e articulação internacional. A Brazil House, iniciativa do BTG Pactual com apoio de patrocinadores brasileiros, abre as portas nesta segunda-feira (19), durante a 56ª edição do Fórum Econômico Mundial, que acontece até o dia 23, na Suíça.
Instalada a poucos minutos dos principais debates do evento, a Brazil House foi pensada como um ponto de encontro estratégico. O espaço reúne painéis, reuniões bilaterais e encontros informais para conectar líderes do setor público e privado em torno de temas centrais da agenda global, como COP30, transição energética, inovação, economia e impacto social.
Mais do que uma estrutura física, a casa funciona como uma plataforma de diálogo e negócios. Ao longo da semana, executivos, investidores e autoridades devem circular pela programação, que expõe as prioridades brasileiras em um ambiente onde decisões e alianças começam a ser costuradas.
Brasil Hose: confira, aqui a programação completa
Como maior banco de investimentos da América Latina, o BTG Pactual lidera a iniciativa com o objetivo de fomentar debates de alto nível e criar conexões que se estendam para além dos dias do evento. A estratégia acompanha um modelo já adotado por outras economias, que mantêm espaços próprios em Davos como forma de defender interesses nacionais, atrair capital e influenciar agendas globais.
Nesse contexto, a presença brasileira ganha relevância em um momento de reorganização das cadeias produtivas, avanço acelerado da tecnologia e pressão crescente por soluções sustentáveis.
Criado nos anos 1970, o Fórum Econômico Mundial se consolidou como um espaço informal de articulação entre governos, empresas, academia e sociedade civil. É nesse ambiente, onde decisões estratégicas muitas vezes começam fora das mesas oficiais, que a Brazil House se insere como a casa do Brasil em Davos.
Durante o evento, o espaço sediará painéis temáticos, recepções e encontros fechados, sempre com foco na integração entre os setores privado, público e financeiro.
A abertura oficial do Fórum Econômico Mundial, na noite de segunda-feira (19), será marcada por um concerto que reúne o músico e compositor Jon Batiste, vencedor de múltiplos prêmios Grammy, o violinista Renaud Capuçon e a Mahler Chamber Orchestra, em uma programação cultural pensada para reforçar a ideia de diálogo entre diferentes tradições e visões de mundo.
Mais cedo, os debates inaugurais colocam no centro as escolhas que estão moldando o horizonte de 2050, com a participação de vozes de perfis distintos — do economista Adam Tooze, diretor do Instituto Europeu da Universidade Columbia, à ativista Agnes Callamard, secretária-geral da Anistia Internacional.
O painel também reúne Alois Zwinggi, diretor-geral do Fórum Econômico Mundial, além de representantes da nova geração de lideranças, como Zainab Azizi, do Hub Global Shapers de Cabul, e Taylor Hawkins, do hub de Sydney.
Com mediação da jornalista Aruoture Oddiri, da Arise News, e a presença do executivo Arjun Prakash, CEO da Distyl AI, as conversas do primeiro dia funcionam como um enquadramento da semana: clima, tecnologia, justiça social e crescimento aparecem desde o início como escolhas interligadas, capazes de definir não apenas a agenda do fórum, mas o tom das negociações que se estendem pelos corredores de Davos.