Economia

BCE eleva projeções para inflação e corta perspectiva de crescimento

O BCE projeta agora uma inflação mais de duas vezes acima de sua meta de 2% para este ano, com a taxa permanecendo acima do objetivo também em 2023

 (Ralph Orlowski/Reuters)

(Ralph Orlowski/Reuters)

R

Reuters

Publicado em 10 de março de 2022 às 12h21.

Última atualização em 10 de março de 2022 às 12h36.

O Banco Central Europeu (BCE) elevou suas projeções para a inflação nesta quinta-feira, mas cortou a perspectiva de crescimento, uma vez que o conflito na Ucrânia deve manter os preços das commodities elevados, afetando o poder de compra das famílias e a capacidade de investimento das empresas.

O BCE projeta agora uma inflação mais de duas vezes acima de sua meta de 2% para este ano, com a taxa permanecendo acima do objetivo também em 2023, informou a presidente do banco, Christine Lagarde, em entrevista à imprensa.

Tenha acesso agora a todo material gratuito da EXAME para investimentos, educação e desenvolvimento pessoal.

A inflação está estimada agora numa média de 5,1% neste ano, ante taxa de 3,2% prevista em dezembro. Para 2023 a conta subiu a 2,1%, de 1,8%.

A guerra entre Rússia e Ucrânia "terá impacto material sobre a atividade econômica e a inflação através de preços mais altos de commodities e energia, disrupções no comércio internacional e confiança mais fraca", alertou Lagarde.

"A extensão desses efeitos vai depender de como o conflito evolui, do impacto das sanções atuais e de possíveis novas medidas."

Mas ela disse que o Conselho do BCE "vê como altamente provável que a inflação se estabilize na sua meta de 2% no médio prazo".

Leia mais

Acompanhe tudo sobre:EuropaInflaçãoBCEZona do Euro

Mais de Economia

Durigan diz que governo buscará alternativas se ICMS do diesel não avançar

ANP: preço médio do diesel tem aumento de 6,76% e chega a R$ 7,26 nos postos

Lula defende que Brasil tenha estoque de petróleo diante da guerra: 'Não podemos ser vítimas'

Silveira diz que 1.192 postos foram fiscalizados para conter preços abusivos: 'Não daremos trégua'