Economia

Bancos médios têm nova modalidade de captação

A expectativa de banqueiros e autoridades é de que o Depósito a Prazo com Garantia Especial 2 (conhecido pela sigla DPGE 2) resulte em custos menores para o emissor


	"Sem dúvida, o DPGE 2 vem para ajudar", disse o presidente da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC), Renato Oliva
 (Getty Images)

"Sem dúvida, o DPGE 2 vem para ajudar", disse o presidente da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC), Renato Oliva (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de novembro de 2012 às 09h41.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - Os bancos BMG e Ficsa inauguram esta semana uma modalidade de captação de dinheiro que deve trazer alívio para instituições financeiras de pequeno e médio portes, abaladas por mais uma crise de confiança após a liquidação do Cruzeiro do Sul e a intervenção do Banco Central (BC) no BVA.

A expectativa de banqueiros e autoridades é de que o Depósito a Prazo com Garantia Especial 2 (conhecido pela sigla DPGE 2) resulte em custos menores para o emissor, uma vez que oferece garantias mais confiáveis do que outros tipos de captação.

"Sem dúvida, o DPGE 2 vem para ajudar", disse o presidente da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC), Renato Oliva. A entidade reúne justamente as instituições de menor porte no País. "O DPGE 2 é um dos fatores que nos deixam mais animados para 2013, que certamente será um ano melhor do que este para os bancos pequenos e médios."

Criado por uma resolução do Conselho Monetário Nacional publicada no fim de julho, o DPGE 2 aperfeiçoa o instrumento anterior, que surgiu em meio ao pior momento da crise global, no primeiro semestre de 2009. A diferença fundamental entre os dois está nas garantias.

Em ambos, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) assegura ao investidor que seu dinheiro será resgatado, até um limite de R$ 20 milhões, mesmo que a instituição financeira sofra intervenção ou seja liquidada pelo BC. Mas, no DPGE 2, o FGC exige como contrapartida do banco emissor garantias firmes - carteiras de crédito.

Ou seja, o próprio FGC tem mais segurança. Por isso, cobrará menos dos bancos por um seguro obrigatório nessas operações. Em vez de 1%, será 0,3% ao ano. Além disso, a garantia dupla deve reduzir o custo de captação para as instituições. Estima-se que recue da faixa de 125% do CDI para entre 110% e 115% do CDI. 

Acompanhe tudo sobre:EmpresasBancosMercado financeiroFinançasBMGBancos médios

Mais de Economia

PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, puxado pela agropecuária

Orçamento de 2027 prevê aporte de R$ 6 bilhões para os Correios

Governo anuncia salário mínimo de R$ 1.741 para 2027

Governo prevê superávit primário de R$ 18,6 bi para 2027