Economia

Autoridade chinesa pede estudo sobre nova taxa cambial

O país poderá introduzir um imposto sobre as operações de câmbio para se proteger contra os fluxos de capital especulativo


	Notas de yuan: a China pede um estudo para rever a atual taxa cambial
 (Getty Images)

Notas de yuan: a China pede um estudo para rever a atual taxa cambial (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 4 de janeiro de 2014 às 08h40.

Pequim - O chefe da Administração Estatal de Câmbio da China, Yi Gang, sugeriu que o país poderá introduzir um imposto sobre as operações de câmbio.

Essa medida, aliada a outras, serviria para se proteger contra os fluxos de capital especulativo, em meio a uma maior liberalização econômica.

A autoridade escreveu em um artigo para a revista Qiushi, do Partido Comunista, que a China deveria fazer um "estudo aprofundado" da chamada "Taxa Tobin" sobre as transações financeiras.

A taxa recebe o nome ganhador do Prêmio Nobel James Tobin, que a propôs em 1972 como um meio de reduzir a especulação nos mercados globais.

Em seu artigo publicado no site da revista, Yi também pediu o estudo sobre outras medidas, incluindo taxas sobre negociação de câmbio, e sobre restrição de fluxos de fundos especulativos de curto prazo.

As medidas foram mencionados no contexto do esforço "ordenado para a abertura do mercado de capitais, melhora e aperfeiçoamento do sistema de gestão da dívida externa e aceleração do avanço da conversibilidade da conta capital de renminbi".

"A persistente proteção contra choques de fluxo de liquidez transfronteiriços é a chave para uma boa gestão de câmbio", escreveu.

Além da sua posição no órgão regulador de câmbio, Yi é um vice-presidente do Banco do Povo da China (PBoC).

O jornal estatal China Daily informou no sábado que era a primeira vez que um regulador chinês havia comentado publicamente sobre a "Taxa de Tobin".

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