Economia

Arrecadação de março sobe 4,99% e chega a R$ 229,2 bilhões

O resultado é o melhor desempenho arrecadatório para o mês da história. Também é o melhor desempenho para o primeiro trimestre do ano

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 28 de abril de 2026 às 11h00.

Última atualização em 28 de abril de 2026 às 11h02.

A arrecadação do governo federal registrou crescimento real (após descontada a inflação) de 4,99% em março na comparação com o mesmo mês de 2025, e chegou a R$ 229,2 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 28.

O resultado é o melhor desempenho arrecadatório para o mês da história.

Também é o melhor desempenho para o primeiro trimestre do ano. No acumulado de janeiro a março, a arrecadação somou R$ 777,1 bilhões, com alta real de 4,58%.

Entre os destaques de março, a Receita Previdenciária alcançou R$ 61,8 bilhões, com crescimento real de 4,95%. O resultado acompanha a expansão da massa salarial e o aumento das compensações tributárias, além da reoneração gradual da folha de pagamentos prevista na Lei nº 14.973/24.

Outro vetor relevante veio do comércio exterior. A arrecadação conjunta de Imposto de Importação e IPI vinculado à importação somou R$ 12,7 bilhões, com alta real expressiva de 31,56%, puxada pelo aumento das alíquotas efetivas e pelo volume importado, mesmo com a queda da taxa de câmbio média.

O IOF também apresentou forte desempenho, com arrecadação de R$ 8,3 bilhões em março e crescimento real de 50,06%. O avanço está diretamente ligado à ampliação das operações de crédito, seguros e câmbio, após mudanças legislativas implementadas em 2025.

Tributos sobre consumo e renda sustentam alta no trimestre

No acumulado do primeiro trimestre, a Receita Previdenciária totalizou R$ 187,3 bilhões, com crescimento real de 5,37%, impulsionada pela alta da massa salarial e pelo desempenho do Simples Nacional.

Já o PIS/Cofins, principal tributo sobre consumo, somou R$ 153,1 bilhões, com avanço real de 5,60%. O resultado reflete a melhora no volume de vendas e serviços, além da recuperação de setores antes beneficiados por programas emergenciais, como o Perse, e segmentos como combustíveis e energia.

O IOF, por sua vez, acumulou R$ 25,2 bilhões no trimestre, com alta real de 44,45%, reforçando o impacto das mudanças regulatórias sobre operações financeiras.

Outro destaque foi o IRRF sobre rendimentos de capital, que atingiu R$ 37,1 bilhões, com crescimento real de 20,40%. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da arrecadação em aplicações de renda fixa e juros sobre capital próprio, em um ambiente de juros ainda elevados.

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