Economia

Arrecadação com royalties teve alta real de 71,6% no bimestre

Segundo dados divulgados pela Receita Federal, no acumulado de janeiro e fevereiro, foram arrecadados R$ 6,562 bilhões com royalties

Petróleo: aumento real de 0,36% da arrecadação no mês passado foi influenciada diretamente pelos royalties (Sergio Moraes/Reuters)

Petróleo: aumento real de 0,36% da arrecadação no mês passado foi influenciada diretamente pelos royalties (Sergio Moraes/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 27 de março de 2017 às 16h20.

Brasília - A arrecadação com royalties de petróleo ajudou mais uma vez a arrecadação de impostos no mês passado. Dados de fevereiro mostram salto real de 71,61% com essas receitas no primeiro bimestre na comparação com igual período de 2016.

No acumulado de janeiro e fevereiro, foram arrecadados R$ 6,562 bilhões com royalties, segundo dados apresentados nesta segunda-feira, 27, pela Receita Federal.

Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, o aumento real de 0,36% da arrecadação no mês passado foi influenciada diretamente pelos royalties. "O aumento em fevereiro é relacionado majoritariamente com os royalties de petróleo. O setor teve um ano passado muito fraco e há recuperação da atividade de petróleo e gás", disse.

Mesmo quando excluída a arrecadação com os royalties, os números gerais mostram que há "estabilização das receitas federais com viés de crescimento", diz Malaquias. O técnico da Receita nota que, desde o programa de refinanciamento de dívidas tributárias do segundo semestre do ano passado, há "indicação positiva ou diminuição da tendência negativa".

Ao comparar a atividade econômica com a evolução recente dos impostos, Malaquias nota que a atividade caiu mais que a própria arrecadação de tributos.

Acompanhe tudo sobre:Petróleoeconomia-brasileiraReceita FederalRoyalties

Mais de Economia

Designar PCC e CV como terroristas pode reduzir investimento estrangeiro no Brasil?

Cinco pontos que explicam a alta do PIB no 1º trimestre

Brasil registra a 6ª maior alta do PIB no mundo no início de 2026

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, puxado por agro e consumo