Economia

Antes do referendo, economia britânica ganhou velocidade

O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre superou as expectativas ao crescer 0,6 por cento, contra 0,4 por cento nos três primeiros meses do ano


	Reino Unido: o PIB nos três meses até junho foi 2,2 por cento maior do que um ano antes
 (Getty Images/Thomas Lohnes)

Reino Unido: o PIB nos três meses até junho foi 2,2 por cento maior do que um ano antes (Getty Images/Thomas Lohnes)

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Da Redação

Publicado em 27 de julho de 2016 às 09h41.

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Londres - A economia do Reino Unido acelerou no segundo trimestre --no final do qual o país decidiu deixar a União Europeia-- impulsionada pela maior retomada na produção industrial desde 1999.

Entretanto, poucos nos mercados financeiros esperam que o ritmo de crescimento perdure no segundo semestre do ano, com a maioria dos economistas dizendo que a economia corre o risco de recessão após o país ter votado por deixar a União Europeia.

O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre superou as expectativas ao crescer 0,6 por cento, contra 0,4 por cento nos três primeiros meses do ano, informou a Agência Nacional de Estatísticas.

O PIB nos três meses até junho foi 2,2 por cento maior do que um ano antes, o crescimento anual mais forte em um ano e que superou a expectativa de que permaneceria 2,0 por cento.

A produção nos três meses até junho foi 2,2 por cento maior que no ano anterior, o maior crescimento anual em um ano e que superou a previsão de que ele se manteria estável em 2,0 por cento.

No entanto, muita coisa mudou devido ao referendo. "O colapso em todas as pesquisas de atividade e de confiança feitas desde o referendo sugerem que o PIB está a caminho de contrair no terceiro trimestre", disse o economista-chefe do Pantheon Macroeconomia, Samuel Tombs.

O ministro das Finanças, Philip Hammond, disse novamente após os dados que o governo tem as ferramentas para sustentar a economia, conforme ela entra em um "período de adaptação" com a preparação para deixar a UE. "Junto com o banco central britânico, este governo vai tomar qualquer ação necessária", disse ele.

A melhora do crescimento econômico no segundo trimestre refletiu a forte produção industrial, serviços e construção em abril, o que se dissipou em maio e junho.

Texto atualizado às 9h40

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