Economia

Analistas reduzem crescimento do Brasil para 2014 e 2015

Cálculo para 2014 caiu 0,1% em relação à última pesquisa, enquanto as previsões para o ano que vem desceram 0,4%


	Economia brasileira: cálculo para 2014 caiu 0,1% em relação à última pesquisa, enquanto as previsões para o ano que vem desceram 0,4%
 (Paulo Whitaker/Reuters)

Economia brasileira: cálculo para 2014 caiu 0,1% em relação à última pesquisa, enquanto as previsões para o ano que vem desceram 0,4% (Paulo Whitaker/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 8 de dezembro de 2014 às 08h50.

Rio de Janeiro - Os analistas do mercado financeiro reduziram suas previsões do crescimento da economia brasileira neste ano para 0,19%, e em 2015 para 0,73%, segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central.

O cálculo para 2014 caiu 0,1% em relação à última pesquisa, enquanto as previsões para o ano que vem desceram 0,4%. A pesquisa é feita com entrevistas com cerca de cem economistas de bancos e instituições financeiras e que, desde a semana passada, começou a ser uma referência para o governo de forma oficial.

Na semana passada o Banco Central aplicou uma agressiva alta de meio ponto das taxas de juros, que ficaram em 11,75% anual, uma tentativa de conter a inflação e acalmar aos investidores.

A previsão para a inflação em 2014 caiu 0,5% e ficou em 6,38%, já o cálculo para 2015 subiu 0,1%, até 6,5%.

O Brasil acumula um crescimento de 0,20% entre janeiro e setembro e a inflação nos últimos doze meses é de 6,56%, e no ano, de janeiro a novembro, é de 5,58%, segundo os dados mais recentes do Banco Central.

A meta de inflação do governo para este ano e para o próximo é de 4,5%, com uma tolerância de dois pontos percentuais.

Acompanhe tudo sobre:economia-brasileiraMercado financeiroDesenvolvimento econômicoCrescimento econômicoBanco Central

Mais de Economia

Focus eleva projeção do IPCA de 4,92% para 5,04% em 2026

Governo anuncia bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões em gastos no Orçamento

Arrecadação bate recorde em abril e supera R$ 1 trilhão no acumulado do ano

Desenrola 2.0 renegociou R$ 10 bilhões em dívidas, diz Durigan