Economia

ACSP: vendas do varejo crescem pouco em dezembro

O ano encerrou com alta de 4,1% nas vendas a prazo na capital paulista comparativamente a 2010, e de 3,8% nas vendas à vista

Na comparação com novembro, as vendas a prazo tiveram alta de 23,7%, e as vendas à vista, de 48,5% (Germano Lüders/EXAME.com)

Na comparação com novembro, as vendas a prazo tiveram alta de 23,7%, e as vendas à vista, de 48,5% (Germano Lüders/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 2 de janeiro de 2012 às 17h44.

São Paulo - As vendas do comércio varejista aumentaram pouco no mês passado, mas as renegociações de dívida bateram recorde e tiveram o melhor resultado desde dezembro de 2004 na capital paulista.

De acordo com dados divulgados hoje pela Associação Comercial de São Paulo, com base nos dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), as vendas a prazo aumentaram 1,7% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2010. As vendas à vista cresceram 2,6% no mesmo período, de acordo com a entidade.

Na comparação com novembro, as vendas a prazo tiveram alta de 23,7%, e as vendas à vista, de 48,5%, refletindo o aumento sazonal de vendas de roupas, calçados e presentes de pequenos valores, como CDs, DVDs, livros, cosméticos e bijuterias.

A inadimplência, medida pelos registros recebidos pela ACSP, aumentou 12% no mês passado em relação a dezembro de 2010, mas os registros cancelados, que representam as renegociações de crédito, cresceram 21,6%, o melhor desempenho desde dezembro de 2004 (28,4%).

De acordo com o economista da ACSP Emílio Alfieri, o dado mostra que o consumidor utilizou o 13º salário para pagar dívidas. "O consumidor foi irresponsável em 2010 e no começo deste ano, mas agora, espontaneamente, muita gente pagou ou renegociou dívidas", afirmou. "É uma atitude boa, pois não adianta o varejo vender e não receber. E é um bom sinal para a inadimplência em 2012."

O ano encerrou com alta de 4,1% nas vendas a prazo na capital paulista comparativamente a 2010, e de 3,8% nas vendas à vista. A inadimplência aumentou 11,1%, e as renegociações de crédito tiveram alta de 9,1%. A ACSP atribuiu o recuo nas vendas aos efeitos das medidas macroprudenciais, adotadas pelo governo no fim de 2010, ao aumento da taxa básica de juros, no início de 2011, e ao agravamento da crise na Europa, a partir de agosto, que acentuou a desaceleração da economia brasileira.

Acompanhe tudo sobre:ComércioVarejoVendasIndicadores econômicos

Mais de Economia

Contas de luz: Aneel aprova aumento médio de 10,18% nas tarifas da Enel São Paulo

Caged: Brasil cria 72,9 mil empregos em maio, menor nível para o mês desde 2020

Mercado mantém projeção do IPCA em 2026 após 15 semanas de alta

Estrangeiros gastam R$ 25 bilhões no Brasil em cinco meses e batem recorde