Vida subterrânea em Marte não pode ser descartada, diz estudo de Harvard

Outra pesquisa publicada aponta que a existência de diversos corpos de água subglaciais foram encontrados no polo Sul do planeta vermelho. Estamos sozinhos?

Um time de pesquisadores da Universidade Harvard e do Instituto de Tecnologia de Flórida (FIT, na sigla em inglês) apontou em um estudo que a existência de vida subterrânea em Marte ou na Lua não pode ser descartada. Segundo eles, analisar somente se existe água na superfície de um planeta ou satélite não é o suficiente para identificar se há ou não vida em um planeta e, por mais que Marte não tenha grandes corpos de água em sua superfície, algo pode existir camadas abaixo do que pode ser visto no planeta.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas construíram um novo modelo que leva em conta os limites térmicos, o tamanho, a temperatura da superfície e a quantidade de radionuclídeos encontrados no local. “Tanto a Lua quanto Marte não têm atmosferas que permitiram que água líquida existisse em suas superfícies, mas as regiões mais quentes se pressurizadas abaixo delas podem ser locais para a presença de vida em água líquida”, explicaram eles em um comunicado sobre o estudo.

E eles podem estar certos. Isso porque uma nova pesquisa publicada nesta segunda-feira, 28, no prestigiado jornal científico Nature aponta que a existência de diversos corpos de água subglaciais foram encontrados no polo Sul de Marte com ajuda do Mars Advanced Radar for Subsurface and Ionosphere Sounding (Marsis), que coleta dados do planeta. Segundo o estudo, os corpos têm entre 10 e 30 quilômetros de comprimento e começam a cerca de 1,5 quilômetro abaixo do nível da terra marciana — mas não dá para saber, ainda, a profundidade de nenhum deles.

A água, no entanto, não é potável — e a única razão, segundo os cientistas, para ela estar em estado líquido apesar das temperaturas de Marte é o fato de que há grandes chances de ela ser extremamente salgada. Exatamente pela presença do sal que elas podem ter continuado estáveis por potenciais bilhões de anos. A pesquisa pode indicar a existência de vida extrarrestre no planeta, como micróbios, que podem ter evoluído ao longo dos anos para sobreviver nos lagos salgados.

Novos estudos devem ser feitos, no entanto, para confirmar essa hipótese.

Segundo a Nasa, Marte é um “planeta cheio de poeira, gelado e desértico” com uma atmosfera “muito fina”. Um ano no planeta vermelho dura 687 dias terrestres e ele é um dos mais explorados na nossa galáxia.

Colonização de Marte

Elon Musk, presidente da Tesla e da SpaceX. em 2016, confirmou seus desejos de um dia colonizar Marte e enviar cerca de 1 milhão de pessoas para lá até 2050, com direito até a criação de empregos.

A esperança dele é construir 1.000 espaçonaves em dez anos — o que daria uma quantidade de 100 construções por ano. Cada uma delas poderia levar, em média, 100 pessoas. A meta da SpaceX é pousar o primeiro foguete em Marte já em 2022. Em 2024, a ideia da empresa é ter uma missão tripulada para chegar até lá.

Segundo os autores do estudo, por mais que Marte não tenha grandes corpos de água em sua superfície, algo pode existir camadas abaixo do que pode ser visto no planeta.

 

No ano passado, Musk afirmou que o custo para se mudar para Marte estaria em torno de 500.000 dólares (mais de 2 milhões de reais na cotação atual) ou “até mais barato” e abaixo de 100.000 dólares (cerca de 537.000 reais). Se a pessoa optar por se mudar de volta à Terra, o bilhete será gratuito. Um bônus para a carteira se tudo der errado no planeta vermelho.

Existe vida no espaço?

No começo deste mês, pesquisadores encontraram um sinal de vida microbial em Vênus. A descoberta dos cientistas foi a de que existe fosfina no planeta, um gás altamente tóxico, composto de hidreto de fósforo e é comumente utilizado em inseticidas na Terra, uma vez que não é encontrado em seu estado natural por aqui.

Não se sabe a origem da substância em Vênus, mesmo depois de várias análises e mais estudos devem ser feitos para garantir a descoberta, que não deixa de ser um marco importante para a ciência. Segundo os cientistas, a fosfina na Terra é produzida por micróbios anaeróbicos (sem oxigênio) — e o mesmo pode ser verdade para o planeta quente, que beira os 462,2º graus Celsius. Os astrônomos ainda não coletaram espécimes de micróbios de Vênus e não têm imagens deles.

Mas isso significa que temos semelhantes vivendo em um planeta próximo ao nosso? Ainda não. O que a pesquisa dos cientistas indica é que podem existir micróbios em Vênus, indício mais forte encontrado sobre vida no planeta até o momento.

Talvez o mesmo aconteça (em breve) em Marte.

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