Ciência

Simbólico Relógio do Apocalipse fica mais perto da meia-noite

Este relógio, uma metáfora do quão perto a humanidade está de destruir o planeta, tinha mudado em 2015, de cinco para três minutos para a meia-noite

Relógio do Apocalipse: "O aumento dos nacionalismos estridentes no mundo todo, os comentários do presidente Donald Trump sobre as armas nucleares e as questões climáticas" são algumas das razões (Jim Bourg/Reuters)

Relógio do Apocalipse: "O aumento dos nacionalismos estridentes no mundo todo, os comentários do presidente Donald Trump sobre as armas nucleares e as questões climáticas" são algumas das razões (Jim Bourg/Reuters)

A

AFP

Publicado em 26 de janeiro de 2017 às 19h27.

Priorizar nos meus resultados Google

As declarações do presidente Donald Trump e o "escurecimento do panorama da segurança global" tornaram o mundo um lugar mais instável, afirmou nesta quinta-feira o Boletim de Cientistas Atômicos, que adiantou seu simbólico Relógio do Apocalipse 30 segundos mais perto da meia-noite.

Este relógio, uma metáfora do quão perto a humanidade está de destruir o planeta, tinha mudado pela última vez em 2015, de cinco para três minutos para a meia-noite.

Segundo o mecanismo simbólico, quanto mais perto os ponteiros estiverem da meia-noite, maior é o risco de destruição da humanidade. Agora, o relógio está a dois minutos e meio do fim.

A decisão de mover ou não os ponteiros do relógio é liderada por um grupo de cientistas e intelectuais que inclui 15 prêmios Nobel.

"O aumento dos nacionalismos estridentes no mundo todo, os comentários do presidente Donald Trump sobre as armas nucleares e as questões climáticas" são algumas das razões pelas quais se decidiu mover o ponteiro, disse o grupo em um comunicado.

Também foram citados "o escurecimento do panorama da segurança global, acompanhado por uma tecnologia cada vez mais sofisticada, e a crescente indiferença pelo conhecimento científico".

O Relógio do Apocalipse foi criado em 1947 e, desde então, a hora foi alterada em 19 ocasiões, que vão desde os dois minutos que faltavam para a meia-noite em 1953 até os 17 minutos de 1991.

"O Boletim nunca antes tinha decidido adiantar o relógio em grande parte pelas declarações de uma só pessoa", disseram dois dos cientistas, Lawrence Krauss e David Titley, em uma coluna de opinião no jornal The New York Times.

"Mas quando essa pessoa é o novo presidente dos Estados Unidos, suas palavras importam", alertaram.

Acompanhe tudo sobre:Meio ambienteDonald TrumpPrêmio Nobel

Mais de Ciência

Produto químico usado em lavanderias pode triplicar risco de dano no fígado, diz estudo

Gosto musical importa no amor? Pesquisa mostra por que sua playlist pode pesar na hora do 'match'

'Eclipse do Século': espetáculo no céu terá mais de 6 minutos de escuridão; veja onde será visível

Virou a noite? 20 minutos de exercício podem melhorar a memória