Remédio contra Alzheimer tem bons resultados em teste clínico

Para entender a eficácia do medicamento, a Eli Lilly analisou 272 pacientes com sintomas leves e moderados da doença; estudo ainda não foi revisado por pares

O remédio Donanemab, da farmacêutica americana Eli Lilly, apresentou bons resultados contra o mal de Alzheimer em testes clínicos. Segundo um comunicado divulgado pela companhia, a medicação foi capaz de reduzir o declínio da cognição e da função dos pacientes com sintomas iniciais da doença em comparação ao grupo que recebeu placebo. Isso não significa que os sintomas pararam completamente, mas sim que eles passaram por uma desaceleração.

O teste, de fase dois, foi pequeno e ainda não passou pela revisão de pares, ou seja, ainda não foi publicado em nenhuma revista científica. Para entender a eficácia do medicamento, a Eli Lilly analisou 272 pacientes com sintomas leves e moderados da doença por dois anos.

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Se tudo der certo, o medicamento pode ser o primeiro a conseguir retardar os efeitos da doença no sistema cognitivo dos pacientes. Outras drogas experimentais contra o Alzheimer não foram testadas em testes de fase dois, indo diretamente para a fase três ou sem apresentar resultados positivos.

Os participantes da pesquisa que receberam o Donanemab tiveram uma desaceleração de 32% no declínio mental. De seis a 12 meses depois, os pacientes pararam de receber a droga e continuaram a receber o placebo até a marca de 24 meses.

 

“Estamos extremamente felizes com os achados positivos para a medicação como uma terapia em potencial para pessoas vivendo com Alzheimer, a única causa de morte sem um tratamento que desacelera a progressão da doença. Estamos ansiosos para discutir os dados e próximos passos do nosso estudo com os reguladores globais”, afirmou Mark Mintun, da Eli Lilly, em comunicado publicado no site oficial da farmacêutica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Alzheimer é a forma mais comum de demência no mundo, responsável por 60% a 70% dos casos. Dados de 2017 apontam que, a cada ano, cerca de 10 milhões de novos casos da doença são registrados mundialmente.

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