Ciência

Ratos recorrem à maconha para aliviar estresse, revela pesquisa

Estudo relaciona hormônio do estresse à motivação dos roedores para consumir cannabis e sugere impacto semelhante em humanos

Cannabis: lei federal também permitia a posse e o cultivo de até quatro plantas de cannabis para uso pessoal no Canadá (danielzgombic/Getty Images)

Cannabis: lei federal também permitia a posse e o cultivo de até quatro plantas de cannabis para uso pessoal no Canadá (danielzgombic/Getty Images)

Publicado em 12 de dezembro de 2025 às 17h50.

Os ratos tendem a consumir cannabis quando têm acesso à substância, e níveis elevados de estresse parecem influenciar diretamente esse comportamento. A conclusão faz parte de uma pesquisa publicada no periódico Neuropsychopharmacology, que investigou como fatores biológicos e comportamentais determinam o uso da droga entre roedores.

Os pesquisadores observaram que animais com maiores concentrações do hormônio corticosterona, equivalente ao cortisol em humanos, buscaram cannabis com maior frequência. O consumo foi associado ao estresse, e não a situações momentâneas de pressão.

Estresse e consumo de cannabis

A equipe analisou 48 ratos, machos e fêmeas, avaliando comportamento social, genética, cognição, excitação e sensibilidade a recompensas. Após essa caracterização, os animais receberam acesso diário à cannabis por uma hora, durante três semanas. Para inalar o vapor, cada rato colocava o focinho em uma abertura que liberava a substância por três segundos.

Os cientistas registraram quantas vezes cada animal buscou a droga e cruzaram esses dados com os perfis comportamentais. A análise revelou que níveis mais altos de corticosterona estavam associados a maior autoadministração de vapor da planta.

O estudo também identificou relação entre consumo e flexibilidade cognitiva. Ratos com menor capacidade de adaptação a mudanças de regras demonstraram maior motivação para buscar cannabis.

Os autores destacam que compreender como o estresse basal influencia o uso de cannabis pode ajudar a orientar políticas de prevenção e estratégias de cuidado. Em humanos, altos níveis de cortisol também estão ligados ao consumo para alívio de tensão.

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