Ciência

Pequim lança plano para acelerar pesquisa científica com inteligência artificial até 2028

O objetivo é estruturar um modelo de inovação baseado em laboratórios autônomos capazes de integrar inteligência artificial, robótica e equipamentos de alta performance

Data Center na China: IA já consome 1% da energia mundial, com viés de alta
 (Costfoto/NurPhoto/Getty Images)

Data Center na China: IA já consome 1% da energia mundial, com viés de alta (Costfoto/NurPhoto/Getty Images)

China2Brazil
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Agência

Publicado em 1 de julho de 2026 às 13h40.

A China definiu uma nova estratégia para transformar a pesquisa científica em Pequim com o uso de inteligência artificial. O governo municipal anunciou, em 1º de julho, um plano que estabelece metas até 2028 para ampliar o uso de sistemas autônomos em laboratórios e acelerar processos de pesquisa em áreas como materiais, saúde e tecnologia quântica.

A iniciativa foi divulgada pela Comissão Municipal de Ciência e Tecnologia de Pequim e pelo Comitê Administrativo de Zhongguancun. O objetivo é estruturar um modelo de inovação baseado em laboratórios autônomos capazes de integrar inteligência artificial, robótica e equipamentos de alta performance em todas as etapas da pesquisa científica.

Esses ambientes devem operar com sistemas que conectam simulação computacional e experimentação física, permitindo retroalimentação de dados entre hipóteses, testes e resultados. A proposta busca reduzir o tempo de desenvolvimento científico ao automatizar etapas hoje dependentes de trabalho humano intensivo.

O plano também prevê a criação de uma plataforma de pesquisa inteligente de uso geral, com ferramentas voltadas à revisão de literatura, formulação de hipóteses, execução de experimentos, análise de dados e consolidação de conclusões. Parte dessas funções passará a ser executada por sistemas de inteligência artificial.

As aplicações prioritárias incluem física de altas energias, ciência dos materiais, saúde, ciências da vida, tecnologia quântica e melhoramento biológico. O governo espera reduzir ciclos de pesquisa e desenvolvimento e integrar a cadeia entre pesquisa básica e aplicação industrial.

Para viabilizar a implementação, Pequim pretende estabelecer normas específicas para laboratórios independentes e utilizar instrumentos de financiamento público, como vouchers de inovação e títulos locais.

A estratégia também inclui medidas para fortalecer o ecossistema de inovação, com atração de pesquisadores, cooperação internacional e integração regional entre Pequim, Tianjin e Hebei. O plano prevê ainda a criação de uma academia nacional de inteligência artificial e o fortalecimento de eventos acadêmicos internacionais.

Segundo Liu Weihua, vice-diretor da Comissão Municipal de Ciência e Tecnologia de Pequim e do Comitê Administrativo de Zhongguancun, a execução será feita por projetos, em parceria com institutos de pesquisa, empresas e novas instituições de P&D, com foco na solução de gargalos tecnológicos.

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