Ciência

Pancreatite grave associada a Wegovy e Mounjaro acende alerta no Reino Unido

Agência reguladora britânica registrou 19 mortes associadas a canetas emagrecedoras até 2025

Canetas emagrecedoras: agências internacionais alertam para riscos à saúde (Freepik)

Canetas emagrecedoras: agências internacionais alertam para riscos à saúde (Freepik)

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 08h55.

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O Reino Unido emitiu um alerta sobre casos de pancreatite grave associados ao uso de medicamentos para obesidade e diabetes, como Wegovy, da Novo Nordisk, e Mounjaro, da Eli Lilly. Segundo a autoridade sanitária britânica, alguns dos episódios estudados resultaram em morte.

Entre 2007 e outubro de 2025, a MHRA recebeu quase 1,3 mil notificações de pancreatite associadas a esses medicamentos. Os registros incluem 19 mortes e 24 casos de pancreatite necrosante, condição em que ocorre morte do tecido pancreático.

Cerca de 25 milhões de embalagens desses remédios foram dispensadas no Reino Unido nos últimos cinco anos.

Embora os casos mais severos sejam considerados raros, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) afirmou, na última semana, que médicos e pacientes precisam estar cientes dos riscos, após identificar quadros graves relacionados ao uso desses fármacos.

A orientação vale para medicamentos que imitam o hormônio intestinal GLP-1, como o Wegovy, e também para os que simulam um segundo hormônio, o GIP, caso do Mounjaro. Ambos já possuem alertas semelhantes nos Estados Unidos.

A agência orientou que pacientes procurem um médico caso apresentem dor abdominal intensa e persistente, com possível irradiação para as costas, além de náuseas e vômitos.

O que dizem as farmacêuticas?

A Novo Nordisk informou que os medicamentos devem ser utilizados apenas com supervisão médica, com orientação sobre possíveis efeitos colaterais, e declarou que o perfil de benefício-risco dos tratamentos à base de GLP-1 permanece positivo.

Já a Eli Lilly afirmou que a inflamação do pâncreas pode afetar até 1 em cada 100 pacientes e recomendou que pessoas com histórico de pancreatite conversem com um médico antes de usar o Mounjaro. A empresa declarou ainda que acompanha relatos de segurança e atua junto a médicos para garantir informações adequadas aos pacientes.

*Com informações da agência O Globo

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