Ciência

Os anos estão passando mais rápido? O que a ciência diz sobre passado e futuro

Teorias científicas mostram que movimento e gravidade influenciam a passagem temporal

Vivara sai e a fabricante de relógios Technos entra na carteira de analista do Market Makers. (akinbostanci/Getty Images)

Vivara sai e a fabricante de relógios Technos entra na carteira de analista do Market Makers. (akinbostanci/Getty Images)

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 06h16.

Todo fim de ano traz consigo uma reflexão de que os anos passam rápido demais. A virada do calendário costuma reacender dúvidas sobre o que é o tempo, como ele avança e se a ideia de um presente único corresponde à realidade científica.

No cotidiano, o tempo é entendido como uma sequência de acontecimentos. O futuro representa aquilo que ainda não ocorreu, o presente corresponde ao instante vivido e o passado reúne eventos já encerrados. Essa organização ajuda a compreender a experiência humana, mas não explica o funcionamento do tempo no universo.

A ciência apresenta uma leitura diferente dessa percepção comum. Em vez de um tempo absoluto e igual para todos, a física descreve um sistema em que período e espaço estão conectados, formando uma única estrutura.

O tempo segundo a física moderna

A teoria da relatividade, formulada por Albert Einstein, mostrou que a passagem do tempo depende das condições físicas. Movimento e gravidade influenciam diretamente a forma como o intervalo é medido por diferentes observadores.

Quando um corpo se desloca em alta velocidade, o tempo passa mais lentamente para ele. O mesmo efeito ocorre em regiões com campos gravitacionais intensos, onde o ritmo do intervalo é reduzido em comparação a áreas com menor gravidade.

Essas previsões foram confirmadas por experimentos científicos ao longo das últimas décadas. Relógios atômicos de alta precisão e observações de ondas gravitacionais validaram distorções no espaço-tempo previstas pela teoria.

Apesar desses avanços, não há consenso definitivo sobre a natureza do tempo, segundo Chamkaur Ghag, astrofísico da University College London (UCL) em entrevista à BBC News. Novas hipóteses sugerem que sua passagem pode apresentar variações em determinadas regiões do universo, ampliando o debate científico.

Presente, passado e futuro: o que a ciência questiona

Outra dimensão do tema envolve a forma como o ser humano percebe o tempo. O físico Stephen Hawking descreveu esse processo como “tempo psicológico”, ligado à maneira como o cérebro organiza experiências temporais.

Na física contemporânea, o presente não é considerado um instante universal. Ele corresponde ao conjunto de eventos percebidos como simultâneos por cada observador, o que varia conforme posição e movimento no espaço.

O passado, sob essa ótica, estaria associado a eventos registrados em diferentes pontos do espaço-tempo. Cada momento vivido ocuparia uma coordenada própria, ainda que não possa ser acessada novamente.

Já o futuro permanece como a maior incógnita. De acordo com a BBC, a ciência ainda não consegue afirmar se ele pode ser moldado por escolhas ou se segue trajetórias previsíveis. Com a chegada de 2026, a compreensão do tempo continua entre os maiores desafios da física moderna.

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