Ciência

Novo braço robótico funciona sem implante cerebral

Novo modelo está ligado ao cérebro e não necessita de cirurgia

Braço robótico: novo modelo responde aos pedidos da mente (Youtube/College of Engineering, Carnegie Mellon University/Reprodução)

Braço robótico: novo modelo responde aos pedidos da mente (Youtube/College of Engineering, Carnegie Mellon University/Reprodução)

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Maria Eduarda Cury

Publicado em 30 de junho de 2019 às 10h29.

São Paulo - Atualmente, para controlar um robô apenas com a mente, existem duas opções viáveis. A primeira seria obter um implante cerebral e, nesse caso, o controle sobre o robô seria leve e recorrente. A segunda opção é uma possível cirurgia, cujas possibilidades de ser arriscada - e cara - são altas.

Porém, uma equipe da Universidade Carnegie Mellon (CMU), Estados Unidos, está diminuindo a distância entre essas duas opções. O primeiro braço robótico não invasivo controlado pela mente foi desenvolvido pelos pesquisadores. O produto possui o movimento contínuo e suave, anteriormente reservado apenas para sistemas que envolviam implantes cerebrais. Essa mudança científica coloca a população um passo mais perto de um futuro onde todos poderão usar a mente para controlar a tecnologia ao redor.

Em um artigo publicado na revista Science Robotics, os pesquisadores descrevem como eles utilizaram uma combinação de técnicas de sensoriamento e aprendizado de máquina para criar uma interface cérebro-computador (BCI) capaz de alcançar sinais no cérebro de participantes por meio de EEG - monitoramento eletrofisiológico das atividades cerebrais.

Para testar o braço, os participantes tiveram que apontar para um cursor enquanto ele se movia pela tela do computador. O braço robótico foi capaz de rastrear continuamente o cursor em tempo real sem movimentos bruscos - um primeiro estímulo para um sistema BCI não invasivo.

Embora grande parte do foco em robôs controlados pela mente se concentre em pessoas com distúrbios do movimento ou paralisia, o pesquisador da CMU, Bin He, prevê um futuro em que a tecnologia é onipresente, beneficiando a população como um todo.

"Este trabalho representa um passo importante nas interfaces cérebro-computador não-invasivas, uma tecnologia que um dia pode se tornar uma tecnologia assistiva abrangente que ajuda a todos, como os smartphones", disse He, em comunicado.

Veja, abaixo, um vídeo de como a criação de Bin He e sua equipe funciona:

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