Ciência

Imperial College: risco de internação por Ômicron é menor do que da Delta

Estudo analisou dados de casos confirmados por testes PCR na Inglaterra entre 1 e 14 de dezembro

Os cientistas estão correndo para responder perguntas sobre a virulência e gravidade da Ômicron (Hannah McKay/Reuters)

Os cientistas estão correndo para responder perguntas sobre a virulência e gravidade da Ômicron (Hannah McKay/Reuters)

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Reuters

Publicado em 22 de dezembro de 2021 às 20h23.

 O risco de internação hospitalar para pacientes com a variante Ômicron da Covid-19 é de 40 a 45% menor do que os pacientes com a variante Delta, de acordo com um estudo publicado pelo Imperial College de Londres nesta quarta-feira.

"De maneira geral, encontramos evidências de redução no risco de hospitalização com a Ômicron em relação às infecções com a Delta, pesando todos os casos no período do estudo", afirmaram os pesquisadores do estudo, que analisou dados de casos confirmados por testes PCR na Inglaterra entre 1 e 14 de dezembro.

Os cientistas estão correndo para responder perguntas sobre a virulência e gravidade da Ômicron para ajudar governos a responderem à variante, que se espalha em velocidade vertiginosa.

O estudo britânico segue um outro sul-africano divulgado nesta quarta-feira que descobriu que pessoas diagnosticadas com a Ômicron na África do Sul entre 1º de Outubro e 30 de novembro tinham 80% menos chances de serem internadas do que as diagnosticadas com outra variante no mesmo período.

Pesquisadores do Imperial College disseram que o risco de qualquer visita ao hospital com a Ômicron era entre 20 e 25% menor do que com a Delta.

Os cientistas acrescentam, no entanto, que as reduções em hospitalizações precisam ser consideradas levando-se em conta o maior risco de infecção com a Ômicron, devido à redução na proteção oferecida tanto pela vacinação quando pela infecção natural.

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