Astrônomos encontram estrela gigante 'piscando' na Via Láctea

A estrela, que diminuiu seu brilho em 97% e depois voltou ao normal, é 100 vezes maior que o Sol e está a mais de 25.000 anos-luz de distância

Astrônomos avistaram uma estrela gigante, 100 vezes o tamanho do Sol, perdendo seu brilho quase totalmente perto do coração da Via Láctea, que fica a mais de 25.000 anos-luz de distância da Terra.

Através do telescópio Vista, operado pelo Observatório Europeu do Sul no Chile, a equipe observou que a estrela diminuiu seu brilho em 97% ao longo de algumas centenas de dias e depois lentamente voltou ao seu brilho anterior.

A estrela recebeu o nome de VVV-WIT-08, já que, quando cientistas encontram estrelas que não se encaixam em nenhuma categoria previamente estabelecida, elas são chamadas de objetos "o que é isso" ou "WIT", na sigla em inglês.

“Pareceu ter surgido do nada”, disse o Dr. Leigh Smith, do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, sobre o escurecimento repentino da estrela.

De primeira, os pequisadores se perguntaram se um objeto escuro desconhecido poderia ter ficado na frente da estrela por acaso, mas simulações sugeriram que o acontecimento é improvável.

A explicação para o escurecimento, de acordo com os astrônomos, é provavelmente por conta de um planeta ou estrela rodeado por um disco de poeira opaco, que deve ter cruzado na frente e bloqueado a luz que teria atingido a Terra.

De acordo com cálculos dos astrônomos, relatados nos avisos mensais da Royal Astronomical Society, o disco deveria ser inclinado e parecido com uma elipse da Terra, tendo um raio de pelo menos um quarto da distância da Terra ao Sol.

Os astrônomos acreditam que o VVV-WIT-08 deve escurecer novamente "nos próximos 20 a 200 anos", mas não se sabe muito mais além disso. Outras duas estrelas piscantes foram vistas ao lado da estrela, porém a equipe não tem mais informações sobre elas.

A descoberta da estrela VVV-WIT-08 ajudará astrônomos a entender as estrelas que são "gigantes que piscam", possivelmente uma nova classificação.

“Uma vez que você começa a construir coleções de várias dessas coisas, você pode olhar para suas propriedades agregadas e desvendar os mistérios de onde esses discos vêm”, disse Smith. “Isso nos permite aprender como esses sistemas evoluem e o que eles fazem no final de suas vidas.”

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