Redatora
Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 13h05.
Um “emoji” gigante de rosto sorridente virou atração no estado do Oregon, nos Estados Unidos. O desenho aparece em meio à floresta e pode ser visto principalmente do alto, próximo às cidades de Grand Ronde e Willamina, ao longo da rodovia 18, no Condado de Polk.
A composição não é natural: foi planejada por engenheiros florestais e construída com o plantio de árvores em áreas específicas. A formação fica ao sul da estrada, perto do marco quilométrico 25, e se destaca todos os anos durante o outono.
Com cerca de 91 metros de diâmetro, o rosto foi criado por David Hampton, co-proprietário da Hampton Lumber, e por Dennis Creel, ex-gerente de terras florestais da empresa. A ideia surgiu em 2011, no período em que os emojis começaram a se popularizar, e foi aplicada como um projeto de paisagismo e manejo florestal.
O segredo do desenho está na combinação de espécies nativas. Para formar os olhos e a boca, foram usados abetos-de-Douglas (Pseudotsuga menziesii), semelhantes aos que já dominam a floresta ao redor. Já o fundo amarelo foi feito com lariços (Larix), árvores que perdem as agulhas no outono e ganham coloração dourada antes da queda, o que aumenta a visibilidade do rosto nessa época do ano.
Segundo a empresa, o projeto também foi pensado como uma forma de diálogo com a comunidade e de divulgação de práticas de manejo sustentável. A Hampton Lumber afirma, em entrevista ao Oregon Live, que cada colheita é seguida por replantio, com planejamento técnico que varia de acordo com altitude e condições do solo, incluindo espécies como abeto-de-Douglas, cicuta-do-oeste, abeto-nobre e cedro-vermelho-do-oeste.
Para desenhar o círculo, os olhos e a boca, as equipes de plantio usaram cordas e marcações no terreno para guiar o posicionamento. Como o formato completo só pode ser percebido à distância, o trabalho exigiu medições e estimativas para manter o desenho.
No entanto, o "emoji" não fica evidente o ano inteiro. A imagem aparece com mais nitidez entre setembro e dezembro, quando os lariços atingem o tom dourado. A previsão é que o rosto permaneça visível por 30 a 50 anos, até que as árvores sejam colhidas e destinadas à produção de madeira em serrarias da empresa, em cidades como Willamina e Tillamook.