Doença de Parkinson aumenta em 30% o risco de morte por covid-19

Estudo conduzido pela Universidade de Iowa chegou à conclusão depois de analisar dados 80 mil pacientes

Em meio à busca por uma cura para a covid-19, pesquisadores de todo o mundo continuam buscando fatores capazes de minimizar mortes relacionadas à doença. Nesse sentido, o destaque da vez é da Universidade de Iowa, que divulgou um novo estudo apontando o risco 30% maior de pacientes com Doença de Parkinson serem vítimas fatais da covid-19.

A nova análise foi conduzida com com base na TriNetX, rede global de pesquisa em saúde que permite aos pesquisadores explorar um conjunto não identificado de dados de pacientes. Assim,  informações de aproximadamente 80 mil pessoas foram coletadas a partir do dia 15 de julho, com conclusões mostradas oito semanas depois.

Dentro da amostra analisada, a pesquisa mostrou que o índice de mortalidade dos pacientes sem a doença de Parkinson era de 5,5%, percentual que subia para 21,3% entre as vítimas fatais que tinham a condição neurodegenerativa.  No entanto, os pacientes do grupo com a doença também eram geralmente mais velhos, com maior probabilidade de ser do sexo masculino e menor probabilidade de ser afro-americanos do que os pacientes sem a comorbidade – fatores que também aumentam o risco de morte por covid-19.

Para eliminar esse efeito, a equipe de pesquisadores fez uma outra análise, combinando cada paciente portador de doença de Parkinson com outros cinco (da mesma idade, sexo e raça) não portadores dessa doença. Mesmo assim, foi concluído que o risco de morrer de covid-19 era 30% maior para os pacientes com a condição prévia. Os resultados foram publicados recentemente na revista Movement Disorders.

De acordo com os pesquisadores, uma possível razão pela qual os pacientes com doença de Parkinson têm um risco aumentado de morte ao contraírem a COVID-19 pode estar relacionada ao fato de que o novo vírus pode causar pneumonia – principal causa de morte em pacientes com a condição neurodegenerativa. Isso ocorre, em parte, porque os pacientes com Parkinson podem ter problemas para engolir ou engasgar, o que pode causar aspiração.

“Essas descobertas também podem ter implicações para a compreensão dos riscos que pacientes com Parkinson correm ao entrarem em contato com outras doenças, incluindo a gripe”, afirma Nandakumar Narayanan, um dos médicos responsáveis pelo estudo. “Eu recomendaria uma vacina contra a gripe e uma vacina contra a pneumonia para tentar prevenir esses problemas em pacientes com essa comorbidade”, finaliza.

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