Descoberta científica revela o último segredo do Sol

Os pesquisadores descobriram isso por meio do Borexino, detector de neutrinos que opera na Itália, e representa um marco para o objeto

Cientistas podem ter descoberto o último detalhe que faltava no quebra-cabeça de como a fusão nuclear é capaz de fortalecer o Sol. A descoberta foi feita por meio dos neutrinos (partículas sem carga elétrica, conhecidas como as partículas mais leves da matéria) e confirma as teorias antigas de que parte da energia solar é feita de reações em cadeia envolvendo núcloes de carbono e nitrogênio.

O processo, de acordo com os pesquisadores, faz a fusão de quatro prótons (partículas subatômicas de carga positiva) para formar um núcleo de hélio. Com isso, dois neutrinos são liberados, bem como outras partículas subatômicas e quantidades gigantescas de energia. A reação entre carbono e nitrogênio, no entanto, não é a única fusão do Sol e produz apenas 1% de sua energia total — mas pode ser a principal fonte de energia em estrelas maiores, segundo a revista científica Nature.

Os pesquisadores descobriram isso por meio do Borexino, detector de neutrinos que opera na Itália, e representa um marco para o detector, que deve ser fechado já no próximo ano. O último segredo do sol é que os neutrinos de três etapas distintas de uma reação, chamada de cadeia de proton-proton, é a responsável por grande parte das fusões solares.

A descoberta ainda não passou pelo processo de peer review, ou seja, ainda não foi revisada por outros especialistas da área.

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