Controlar poluição do ar pode prevenir 50 mil mortes, diz OMS

A OMS estima que a poluição do ar mata mais de sete milhões de pessoas por ano em todo mundo e também causa doenças e absenteísmo no trabalho

Reduzir a poluição do ar aos níveis recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) poderia prevenir mais de 50.000 mortes por ano na Europa - aponta um estudo publicado nesta quarta-feira (20), que pede uma ação rápida.

A OMS estima que a poluição do ar mata mais de sete milhões de pessoas por ano em todo mundo e também causa doenças e absenteísmo no trabalho.

O limite recomendado pela OMS para partículas finas PM2,5 é de 10 microgramas/m3 como média anual e, para o dióxido de nitrogênio (NO2), 40 μg/m3 como média anual.

A nocividade para a saúde das partículas finas foi demonstrada, especialmente nas áreas urbanas, contribuindo, por exemplo, para mortalidade e doenças cardiovasculares e respiratórias, transtornos na gravidez e no crescimento fetal.

Publicado na revista Lancet Planetary Health, o estudo calculou as mortes prematuras ligadas a esses dois poluentes em 1.000 cidades europeias.

Respeitar as recomendações da OMS permitiria evitar 51.213 mortes prematuras por ano, segundo os pesquisadores.

O estudo "mostra que muitas cidades continuam sem fazer o suficiente contra a poluição do ar", estima Mark Nieuwenhuijsen, do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal).

O número de mortes relacionadas com a poluição do ar varia de acordo com a cidade. As mais afetadas se encontram na Polônia, na República Tcheca e na planície de Padana (também conhecida como Vale do Pó), na Itália. Em contraste, a capital da Islândia, Reykjavik, Tromsø na Noruega, Umea na Suécia e Oulu na Finlândia são as menos expostas.

Em média, 84% da população das cidades está exposta a níveis superiores aos recomendados pela OMS para os PM2,5, e 9%, para o NO2.

Segundo Sasha Khomenko, coautor do estudo, é importante aplicar medidas adaptadas às condições locais, pois os níveis de poluição variam. Mudanças devem ser feitas no tráfego rodoviário, na indústria, nos portos e aeroportos, assim como no aquecimento a lenha e a carvão.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 1,90

Nos três primeiros meses,
após este período: R$ 15,90

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Atenção! A sua revista EXAME deixa de ser quinzenal a partir da próxima edição. Produziremos uma tiragem mensal. Clique aqui para saber mais detalhes.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.