Astrônomos vasculharam mais de 10 milhões de estrelas na busca por ETs

Mais de 4 mil antenas foram utilizadas para buscar por qualquer assinatura tecnológica que possa ter sido transmitida, por sinal de rádio, do espaço
Mais de 10,3 milhões de estrelas foram analisadas por antenas instaladas na Austrália (Getty Images/Arctic Images)
Mais de 10,3 milhões de estrelas foram analisadas por antenas instaladas na Austrália (Getty Images/Arctic Images)
Por Rodrigo LoureiroPublicado em 09/09/2020 12:24 | Última atualização em 09/09/2020 12:24Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Um estudo realizado pela Sociedade Astronômica da Austrália e publicado na segunda-feira (7) revelou que astrônomos vasculharam mais de 10 milhões de estrelas em busca de algum sinal de vida alienígena. Os resultados, porém, foram desanimadores. Os pesquisadores não encontraram qualquer traço que indique a existência de vida fora da Terra.

O estudo foi realizado utilizando um equipamento chamado de Murchison Widefield Array (MWA), que nada mais é do que uma coleção de 4.096 antenas instaladas na Austrália. Elas são capazes de captar assinaturas extraterrestres, enviadas por sinal de rádio, que indiquem a vida ou a existência de tecnologia fora da Terra.

As antenas foram posicionadas para a busca por ETs na região da constelação de Vela. Os cientistas explicam que esta região é interessante pelo grande número de estrelas que explodiu durante milhões de anos. Isso teria criado condições ideais para a formação de novas estrelas e, assim, para o surgimento de vida extraterrestre.

Entretanto, após mais de 17 horas de observação, nenhum sinal foi detectado pelas antenas em mais de 10,3 milhões de estrelas e de seis exoplanetas conhecidos – além de outros que ainda não foram descobertos.

Os pesquisadores entendem que a chance de encontrar algo seria mínima já que a região analisada é extremamente pequena em relação ao universo. Em uma comparação simples, é como comparar uma piscina infantil (ou até mesmo um balde de água) com o tamanho do oceano.

A pesquisadora Chenoa Trembley, da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Austrália e que liderou os estudos, ainda advertiu que a busca por assinaturas deste tipo é baseada na presunção de que “a civilização extraterrestre possua tecnologia semelhante à nossa”. Existe a possibilidade de que a vida lá fora não tenha se desenvolvido a ponto de conseguir se comunicar por sinais de rádio.

Um estudo recente feito por cientistas da Universidade de Nottingham, na Inglaterra aponta que existem pelo menos 36 civilizações alienígenas que podem ser contatadas pelos humanos. O número é o resultado de uma equação matemática desenvolvida pelo astrofísico Cristopher Conselice.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Conselice afirmou que “pela primeira vez há uma estimativa do número de civilizações inteligentes que podemos contactar para descobrir se existe vida no universo”. As pesquisas mais recentes feitas na Austrália mostram que isso não será tão fácil.