Inflamação: setor do bem-estar agora mira processo natural do corpo, mas que pode trazer malefícios com o passar do tempo (Getty/Getty Images)
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Publicado em 6 de abril de 2026 às 16h31.
Última atualização em 7 de abril de 2026 às 14h09.
A inflamação e virou tendência (a ser evitada) dentro do bem-estar. Só no TikTok, há quase 300 mil vídeos sobre o tema, que vão de relatos pessoais a tentativas de identificar se você está com o "corpo inflamado" e, se sim, como reverter esse quadro.
Esse é mais um desdobramento do estilo de vida saudável que, influenciado por conceitos como o biohacking, passou a incorporar métricas cada vez mais detalhadas sobre o próprio corpo. A inflamação, por sua vez, virou um sinal de desequilíbrio, mesmo quando não há um diagnóstico claro.
É uma resposta do organismo que, do ponto de vista clínico, não é um problema em si — como a maioria das pessoas pensa. "Na verdade, é um dos mecanismos de defesa e reparação mais importantes do corpo, sendo vital para a cura" afirma Georgie Cleeve, fundadora da Oskia, em entrevista à Vogue.
A diferença está no tempo que esse processo dura. Quando você se corta ou enfrenta uma infecção, por exemplo, a inflamação é pontual e cumpre seu papel de reparar o dano. O problema é se ela passa a se manter ativa, ainda que em baixa intensidade, "o que está se tornando cada vez mais comum com os estilos de vida modernos", afirma a nutricionista naturopata Jessica Shand à Vogue.
Por "estilo de vida moderno", entende-se uma rotina desregulada, com alimentação ruim, pouco sono e estresse constante. Esse conjunto compromete o envelhecimento saudável, que hoje é um dos principais focos do bem-estar.
Doenças como obesidade, hipertensão e diabetes são reflexos de estilos de vida cada vez menos saudáveis (Kmatta/Getty Images)
Mas sustentar mudanças de hábito pode ser difícil, ainda mais na rotina corrida. O mercado wellness percebeu essa lacuna e passou a oferecer soluções que ajudam tanto a manter quanto a acelerar esse processo, e entre elas estão os suplementos. Veja alguns associados ao controle da inflamação, segundo especialistas ouvidos pela Vogue:
O ômega-3 é um dos ativos mais associados à redução da inflamação. Ele atua na modulação da resposta inflamatória e aparece ligado à saúde cardiovascular e cerebral, por isso é uma das primeiras recomendações quando o objetivo é reequilibrar o organismo.
No Brasil, o Ômega 3 TG, da Vhita, traz cerca de 758 mg de EPA e 545 mg de DHA por dose, com selo IFOS, que atesta pureza e ausência de metais pesados. Fica, em média, entre R$ 120 e R$ 180.
Já a Puravida trabalha com óleo de peixe com certificação MEG-3®, com proposta de rastreabilidade e sustentabilidade. Os preços vão de R$ 140 a R$ 220, dependendo da concentração.
A curcumina, ativo da cúrcuma, viralizou por seu efeito anti-inflamatório.
No mercado brasileiro, combinações desse tipo aparecem em marcas como a Farmasite, que reúne cúrcuma, zinco e vitamina D em cápsulas voltadas à imunidade. Os valores costumam ficar entre R$ 60 e R$ 120.
A vitamina D é associada à regulação do sistema imune e à redução de inflamação. A deficiência é comum, o que ajuda a explicar o porquê desse suplemento ser taõ popular.
Entre as opções no Brasil, a Nutrify oferece cápsulas de 2.000 UI e também opções em gotas, geralmente entre R$ 60 e R$ 100. A Naiak trabalha com vitamina D3 vegana, derivada de líquen, na faixa de R$ 80 a R$ 130.
O magnésio não é apontado como um anti-inflamatório direto, mas ele pode ajudar a regular funções relacionadas a esse processo, como o estresse. Já compostos como resveratrol e espermidina entram na discussão da longevidade, atuando sobre estresse oxidativo e envelhecimento celular.
No Brasil, essas combinações aparecem em fórmulas mais completas, como as da Force Factor, que reúne NAD+, resveratrol e outros compostos voltados à energia celular. Os preços variam entre R$ 250 e R$ 400.
O MSM é uma fonte de enxofre ligada à produção de colágeno e à manutenção de tecidos. Por isso, aparece associado à saúde de articulações, pele e cabelo, com influência direta na cura de inflamações.
No Brasil, pode ser encontrado em versões simples, como cápsulas vendidas em redes como a Drogaria São Paulo, geralmente entre R$ 40 e R$ 90. Há também versões importadas, como o MSM em pó da Now Foods, que permitem doses maiores e custam, em média, de R$ 150 a R$ 250.
O colágeno entra no suporte estrutural, enquanto antioxidantes como a astaxantina ajudam a reduzir o estresse oxidativo, que está ligado à inflamação.
No Brasil, a combinação aparece em produtos como Skinbooster com Verisol®, da indústria nacional, e o Fascia Prime, que combinam colágeno com ativos antioxidantes. Os preços variam bastante, mas costumam ficar entre R$ 120 e R$ 250.