Capa da Time, Elliot Page comenta mastectomia e transsexualidade

Com apoio nas redes sociais, Elliot Page não previa que se tornaria um dos símbolos de representatividade trans mais famosos do mundo

Após anunciar ser um homem transgênero em dezembro de 2020, Elliot Page falou pela primeira vez sobre sua transexualidade na terça-feira, 16. O ator ficou conhecido por protagonizar o filme Juno e a série The Umbrella Academy.

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Elliot é a capa da nova edição da revista Time, tornando-se o primeiro homem trans na capa da publicação. Em entrevista, ele revelou que teve depressão por não falar para o mundo quem realmente era e relatou a experiência da mastectomia, cirurgia de retirada dos seios.

Segundo a Time, o artista estava se recuperando da operação, em Toronto, no Canadá, quando se assumiu publicamente. "Isso transformou completamente a minha vida", disse ele. Elliot explicou que, em grande parte de sua vida, se sentiu desconfortável com o corpo e agora tem essa energia de volta.

O ator também contou que chegou a sofrer depressão, ansiedade e teve ataques de pânico por causa dos figurinos femininos, durante as gravações de X-Men 3: O Confronto Final. "Eu não sabia como explicar às pessoas que, embora [eu fosse] um ator, apenas vestir um corte de camiseta para uma mulher me deixaria tão mal."

Repercussão

"O que eu esperava era muito apoio e amor e uma enorme quantidade de ódio e transfobia. Isso é essencialmente o que aconteceu", contou ele sobre como foi a experiência de se revelar publicamente.

Porém, o que Page não previa é que se tornaria um dos símbolos de representatividade trans mais famosos do mundo. Elliot não deixou de receber ódio nas redes sociais, mas também teve muito apoio da comunidade e de muitos diretores de elenco, que entraram em contato com seu empresário dizendo que seria uma honra escalá-lo nas próximas produções.

Objetivos e futuro da carreira

Devido à sua influência, Elliot possui um senso de responsabilidade de dar maior visibilidade à comunidade trans. “Pessoas extremamente influentes estão espalhando mitos e uma retórica prejudicial — todos os dias você vê nossa existência ser debatida. Mas as pessoas trans são muito reais”, reforçou.

"Meu privilégio me permitiu ter recursos para passar e estar onde estou hoje. É claro que quero usar esse privilégio e plataforma para ajudar da maneira que puder", acrescentou.

Por fim, o artista se mostrou entusiasmado com o futuro de sua carreira. "Estou muito animado para atuar, agora que sou totalmente quem sou, neste corpo. Não importa os desafios e momentos difíceis, nada equivale a sentir como me sinto agora."

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