Terapias sonoras: tendência de viagens de bem-estar (galitskaya/Divulgação)
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Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 06h39.
As terapias sonoras viraram a nova aposta de destinos turísticos focados em bem-estar. Resorts, spas e clubes privados ao redor do mundo adotam tecnologias de áudio imersivo para atrair viajantes em busca de relaxamento, segundo o New York Times.
Esses destinos combinam duas tendências em expansão. O turismo de bem-estar tem avançado nos últimos anos e deve alcançar US$ 1,35 trilhão até 2028, segundo um estudo da Global Wellness Institute. Dentro deste segmento está a terapia sonora, cujo mercado foi avaliado em US$ 2,5 bilhões em 2024, com chances de alcançar US$ 5,08 bi em 2033, de acordo o relatório do Straits Research.
Em agosto passado, o resort Golden Door, localizado em San Diego, nos Estados Unidos, inaugurou o Circle, um palco imersivo ao ar livre de 360 graus que combina apresentações musicais ao vivo com som surround e projeções artísticas.
No site do resort, a experiência é descrita como "um oásis de serenidade onde uma tela de 360 graus o envolve com imagens de tirar o fôlego", onde "a música ao vivo harmoniza-se com as imagens, criando uma sinfonia imersiva de som e visão".
"Foi relaxante e meditativo, as estrelas acima, os visuais imersivos e o violoncelo harmonizando com a música noturna da natureza", disse Bradford Bricken, 45, de Memphis, que foi hóspede do resort em setembro, ao NYT.
Não é segredo que viajar pode ser cansativo, especialmente para os turistas que atravessam longas distâncias e são afetados pelo jet lag. Alguns resorts encontraram uma oportunidade nesse problema para oferecer terapias sonoras como parte da recuperação.
Em Koh Samui, na Tailândia, o resort Kamalaya lançou o Neuro-Sync, uma terapia que utiliza vibrações sonoras de baixa frequência transmitidas por espreguiçadeiras de gravidade zero, com áudio sincronizado reproduzido em fones de ouvido.Já o Grand Hyatt, em Singapura, oferece tratamentos de spa com camas e fones de ouvido que transmitem vibrações. Os hóspedes não apenas ouvem, mas também sentem o som que estimula o sistema nervoso parassimpático e ajuda a lidar com os efeitos do deslocamento.
Os retiros também estão investindo em cúpulas sonoras, estruturas que combinam acústica, luzes e outras terapias para produzir uma sensação de calma.
Neste mês, o Tulah Clinical Wellness, um retiro em Kerala, na Índia, inaugurou o Sonorium, um domo de 250 metros quadrados com piso vibratório e personalizado, no qual os sinais de áudio são convertidos em vibrações físicas que se propagam pelo corpo, e instrumentos musicais ao vivo afinados em baixa frequência.
Uma estrutura parecida será lançada no Vessyl, localizado na Costa Rica, com capacidade para levar até 30 pessoas a um estado mais tranquilo. "Acreditamos que a frequência vibracional possibilitada pela tecnologia é a nova medicina psicodélica à base de plantas", disse o fundador Josh Stanley ao NYT.
A terapia sonora virou tendência nos clubes privados de wellness. O Well Bay Harbor Islands Club, em Miami, com inauguração prevista para março, firmou parceria com a Myndstream, uma empresa de áudio voltada para o bem-estar, para incorporar música terapêutica em sua sauna infravermelha.
O Stylus, na cidade de Nova York, será inaugurado neste ano com sessões diárias de 30 minutos de terapia sonora e luminosa de 40 hertz, para aprimorar a cognição dos frequentadores.