Dia Nacional da Sobremesa: conheça as receitas preferidas dos chefs (ChatGPT Image /Reprodução)
Repórter de Casual
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 08h04.
Nem sempre a sobremesa preferida de um chef é a mais sofisticada ou a que faz parte do cardápio de seu restaurante. No gosto pessoal, receitas simples, doces de infância e clássicos da confeitaria também podem ocupar lugar de destaque. Afinal, por trás das criações servidas aos clientes, existem referências e lembranças que ajudam a formar o paladar de cada profissional.
Para alguns chefs, a escolha está ligada à memória afetiva; para outros, à técnica, aos ingredientes ou simplesmente ao prazer de comer determinado doce. A partir dessas preferências, a sobremesa também se transforma em uma maneira de conhecer um pouco mais sobre quem está por trás da cozinha. No Dia Nacional da Sobremesa, confira quais são os doces de diferentes chefs e as histórias por trás dessas escolhas.
À frente de casas como Tanit, Nit, Cala del Tanit, Bodega Pepito e Marmotta, o chef Oscar Bosch também guarda espaço para uma sobremesa que remete às suas origens: a crema catalana. Clássico da Catalunha, o doce é uma versão espanhola do crème brûlée e combina um creme delicado, geralmente aromatizado com casca de laranja, com uma camada de açúcar caramelizado. Para Bosch, está diretamente ligado à nostalgia: o chef nasceu na Catalunha e cresceu em meio à cozinha do restaurante de sua família, o Can Bosch. “A crema catalana carrega referências da culinária com a qual tive contato desde cedo”, diz. Assim, a receita permanece entre as sobremesas que despertam esse sentimento de nostalgia.
Para o chef do Paul’s Boutique, o sorvete ocupa um lugar especial desde a infância. Em sua casa, não havia o hábito de comer doces depois das refeições, e as frutas costumavam ser a opção mais comum. O sorvete, porém, era uma exceção e estava quase sempre presente no freezer. “Era algo que estava ali, fácil, e que eu acabava escolhendo quando queria comer um doce. Acho que por isso também criei esse carinho pelo sorvete”, conta.
Para Paul, outro atrativo está na variedade de sabores e possibilidades, que vão dos clássicos chocolate e baunilha às opções com frutas. Até hoje, quando precisa escolher uma sobremesa, a preferência continua sendo a mesma: sorvete.
O crème brûlée é a sobremesa favorita de Fábio Sinbo, chef do Azur do Mar. A escolha também está ligada à sua trajetória na cozinha: foi uma das primeiras sobremesas que aprendeu a preparar. Hoje, porém, quem costuma fazer a receita para ele é a esposa, Mari Adania, chef do Feliciana. “Foi uma das primeiras sobremesas que aprendi a fazer, mas a Mari faz para mim toda vez que eu peço, e faz muito melhor do que eu.”
Para Gabriela Franceschi, subchefe do Taraz, restaurante do Rosewood São Paulo, a sobremesa preferida é uma combinação de creme brûlée e sorvete. A escolha tem relação com a trajetória da chef, que passou anos trabalhando com as duas preparações. “Gosto da textura, do creminho e de texturas mais pastosas”, conta.
Gabriela também destaca a versatilidade das receitas, que permitem diferentes combinações e interpretações. Ao longo da carreira, ela conta que criou diversas versões de creme brûlée e sorvetes, explorando possibilidades a partir das duas preparações.
Para Ana Cremonezi, do Fahrenheit, escolher uma única sobremesa favorita não é tão simples. Entre suas preferências estão doces ligados à infância e aos momentos em família. “O bolo de morango com leite condensado da minha mãe é um clássico para mim.”
A lista também inclui a tortinha de maçã do McDonald’s e o brigadeiro, desde que servido quente, bem molinho, para comer colher. “São esses sabores simples, que me remetem à infância e a momentos felizes, que realmente me conquistam.”
Para Fernando Bouzan, chef do restaurante Blaise, a sobremesa favorita tem gosto de infância. Entre os bolos que a mãe preparava em casa, o de fubá era o que mais fazia sucesso com o chef. A receita, simples e pouco doce, leva canela e açúcar por cima. “Desde criança, o que eu mais gostava era bolo de fubá com canela e açúcar por cima. Bem sequinho, sem ser muito doce. Hoje em dia, gosto de comer com café. É o melhor acompanhamento que tem.”