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O legado dos 25 anos de eletrificação da Honda

Pioneiros Civic e Accord híbridos formam a dupla de carros mais interessantes da marca japonesa no Brasil

Honda: carros elétricos crescem na marca (Divulgação)

Honda: carros elétricos crescem na marca (Divulgação)

Rodrigo Mora
Rodrigo Mora

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Publicado em 22 de dezembro de 2025 às 10h54.

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De repente, a Honda tem um híbrido com seu logotipo já há mais de 25 anos. Projetado do zero, o Insight combinava um leve e compacto motor 1.0 a um design aerodinâmico e a uma carroceria em alumínio para chegar aos quase 30 km/l de consumo de combustível.

Acoplado ao tricilíndrico movido a gasolina havia um motorzinho elétrico DC e uma bateria de níquel-hidreto metálica. A dupla era acionada toda a vez em que o motorista demandava mais potência, como numa ultrapassagem, auxiliando o motor a combustão; nas desacelerações, o motor a combustão funcionava como um gerador para recuperar a energia.

O estilo nada convencional era a assinatura do Insight, cuja cabine trazia painel de instrumentos projetado em torno do motorista, com os controles concentrados no conjunto de medidores. Os bancos tinham design ergonômico, um avanço para a época.

Produzida na mesma planta dos esportivos NSX e S2000, em Takanezawa, no Japão, a primeira geração do Insight foi vendida de 1999 a 2006. A meta da empresa era emplacar 300 unidades mensais.

“Vinte e cinco anos depois de fazer história com o primeiro veículo híbrido-elétrico da América, os híbridos agora representam mais de 25% das vendas de automóveis da Honda", disse Jessika Laudermilk, vice-presidente assistente de Vendas de Automóveis da Honda. "À medida que avançamos passo a passo em direção à nossa meta de neutralidade de carbono para todos os produtos e atividades corporativas, nossos populares modelos híbridos são uma parte fundamental de nossa estratégia de eletrificação de longo prazo, que apoia nossa meta final de impacto ambiental zero até 2050", conclui.

Accord, Civic e CR-V

Depois do Insight, os híbridos da Honda se multiplicaram. Começando pelo Civic Hybrid, em 2001 – pouco mais de 20 anos depois, a versão que concilia eletricidade e combustão é a única disponível da 11ª geração do sedã médio no mercado nacional.

Batizado agora de Civic Advanced Hybrid, importado da Tailândia e custando R$ 265,9 mil, o modelo combina um 2.0 a gasolina de 143 cv a um elétrico de 184 cv (a marca não divulga a potência combinada).

O salto de preço em relação à última geração afastou clientes tradicionais do modelo, mas recompensou aqueles que colocaram a fidelidade acima de qualquer valor com 18,5 km/l de consumo médio. Isso porque o motor a combustão surge apenas nas velocidades de cruzeiro, enquanto o elétrico fica com as demais situações.

Outras benesses observadas pela equipe de EXAME Casual durante uma semana de convívio com o Civic Advanced Hybrid foram a posição de guiar rente ao assoalho (mais prazerosa para quem aprecia dirigir), a distribuição do espaço interno e o acabamento sóbrio e refinado.

A cabine é um dos pontos altos: na contramão de interiores genéricos e pasteurizados pelas centrais multimídia cada vez mais centralizadoras (e inconvenientes), o ambiente do Civic é uma elogiável intersecção de sofisticação, funcionalidade e beleza.

Na sequência daquele Civic da virada do século veio o Accord, outro que compõe a atual gama de híbridos da marca no Brasil. Hoje, trata-se basicamente de um Civic maior: enquanto o sedã médio tem 4,69 metros de comprimento, 2,73 de entre-eixos e 495 litros de porta-malas, o de grande porte vem com 4,97 metros de comprimento, 2,83 de entre-eixos e porta-malas de 574 litros. Por R$ 332,4 mil, entrega ainda mais status.

Custando R$ 352.900, o CR-V é um SUV incorrigível, mas de aparência e dinâmica triviais.

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