H&M estreia no Rio de Janeiro com primeira loja no Shopping Rio Sul e operação com escala 5x2 para 87 funcionários (Ints Kalnins/Reuters)
Redação Exame
Publicado em 25 de abril de 2026 às 16h20.
A varejista sueca H&M inaugurou neste sábado, 25, sua primeira loja no Rio de Janeiro, no Shopping Rio Sul, em Botafogo, Zona Sul da cidade. A unidade marca a entrada da rede no mercado fluminense e será a quinta operação da companhia no Brasil, que até então concentrava suas quatro lojas na cidade de São Paulo.
O novo ponto de venda ocupa cerca de 1.400 metros quadrados e reúne coleções femininas, masculinas, esportivas e acessórios. A operação contará com 87 funcionários, que trabalharão em regime de escala 5x2, com dois dias de folga por semana — modelo diferente do padrão 6x1 predominante no varejo. A loja está localizada próxima à unidade da concorrente Lojas Renner.
A empresa já prevê a abertura de uma segunda loja na cidade ainda em 2026, desta vez no Norte Shopping, em Del Castilho, na Zona Norte. A nova unidade deve ampliar o portfólio, incluindo produtos infantis e itens para casa, como roupas de cama, mesa e banho.
Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente da operação brasileira, Joaquim Pereira, afirmou que a chegada ao Rio faz parte de uma estratégia de consolidação da marca no país. De acordo com ele, o foco inicial é ampliar o reconhecimento entre consumidores locais, já que, apesar de sua trajetória global, a presença no Brasil ainda é recente. A expansão também inclui planos de entrada em outras regiões, como Porto Alegre.
O executivo destacou ainda que a operação no Brasil já começa integrada entre lojas físicas e e-commerce, considerando o peso do consumo online no país. Também afirmou que há espaço relevante para expansão, citando o exemplo de Portugal, onde a rede mantém cerca de 20 lojas para uma população de 10 milhões de habitantes.
No campo trabalhista, Pereira afirmou que a adoção da escala 5x2 dialoga com discussões em andamento no Congresso sobre mudanças no regime de trabalho do comércio. Segundo ele, a mudança traz impacto no custo de pessoal, mas é vista como um investimento na operação.
A avaliação é de que o modelo pode reduzir a rotatividade e facilitar a atração de profissionais para futuras unidades, em um momento de expansão da rede no país.
“Estou certo de que esse é um dos principais benefícios que estamos oferecendo. Não vejo o varejo funcionar muito no futuro com a escala 6x1”, afirmou o executivo ao jornal O Globo.