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Conheça os negócios de Bernard Arnault, o homem que se tornou mais rico que Elon Musk

Dono do grupo LVMH, que aglomera um portfólio de 75 marcas de luxos - incluindo Dior, Tiffany & Co. e Louis Vuitton -, o bilionário contou com o derretimento das big techs nos últimos meses para se tornar o mais rico dos ricos

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Bernard Arnault, CEO do grupo LVMH: por sua sede por negócios e disputas arriscadas, o bilionário ganhou os apelidos de ''Lobo de Cashmere” e “Sun Tzu do Luxo” (Nathan Laine/Getty Images)

Bernard Arnault, CEO do grupo LVMH: por sua sede por negócios e disputas arriscadas, o bilionário ganhou os apelidos de ''Lobo de Cashmere” e “Sun Tzu do Luxo” (Nathan Laine/Getty Images)

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André Lopes

Publicado em 14 de dezembro de 2022 às, 17h17.

Última atualização em 15 de dezembro de 2022 às, 11h01.

A lista que nos últimos anos reservou o topo para os nomes de Bill Gates, Jeff Bezos e Elon Musk, todos magnatas da tecnologia, agora parece ter firmado um novo nome para o maior bilionário do mundo: o francês Bernard Arnault, que viu seu patrimônio saltar de 76 bilhões de dólares em 2020 para 171 bilhões de dólares em 2022.

Frente à fortuna de Elon Musk, que eclipsou US$ 107 bilhões este ano, depois da compra do Twitter e as recorrentes quedas de ações da Tesla, Arnault parece mais seguro de que seus rendimentos não estagnarão como no caso dos investimento no setor de tecnologia de seus colegas, que enfrentam um platô no crescimento.

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Para entender melhor como o francês desenvolveu essa sólida fortuna é preciso retornar em seus primeiros negócios. Nascido em Roubaix, no norte da França, em 1949, Arnault formou-se na prestigiada École Polytechnique, uma escola de engenharia em Paris. Lá, ele começou sua carreira ainda jovem na construtora familiar Ferret-Savinel, tornando-se presidente em 1978 após sucessivas promoções.

Seis anos depois, ele soube que o governo francês estava procurando um novo investidor para assumir a Boussac Saint-Frères. O grupo têxtil falido possuía um ativo importante: Christian Dior, uma célebre casa de moda francesa.

Arnault comprou o controle do grupo, retornando-o à lucratividade com uma série de reestruturações e embarcando em uma estratégia para desenvolver a empresa que voltou ao posto de líder mundial em artigos de luxo. “No processo, ele revigorou Christian Dior como a pedra angular da nova organização”, de acordo com uma biografia no site da LVMH.

Arnault comprou o controle acionário da LVMH em 1989, dois anos depois que o grupo foi formado pela fusão da Louis Vuitton e da Moët Hennessy. Ele tem sido presidente e CEO da empresa desde então.

Embora seu próprio nome possa não ser imediatamente reconhecido por muitos, as marcas que Arnault ajudou a desenvolver - de Christian Dior a Dom Pérignon - tornaram-se nomes familiares.

VEJA TAMBÉM: O homem mais rico do mundo?

Nas últimas três décadas, Arnault transformou a LVMH em uma potência de bens de luxo com 75 rótulos que vendem vinhos, bebidas espirituosas, moda, artigos de couro, perfumes, cosméticos, relógios, joias, viagens de luxo e estadias em hotéis. Ele abriu a primeira loja Louis Vuitton da China em Pequim em 1992.

Em janeiro de 2021, o grupo concluiu sua aquisição de US$ 15,8 bilhões da icônica joalheria americana Tiffany & Co, a maior aquisição da indústria do luxo.

Os empreendimentos filantrópicos de Arnault são realizados principalmente por meio da LVMH, que concentra seu patrocínio em artes e cultura. Em 2019, o grupo doou 200 milhões de euros (US$ 212 milhões) para ajudar a reconstruir Notre Dame após um grande incêndio que atingiu a catedral de Paris.

Arnault há muito detém o título de pessoa mais rica da Europa, mas o homem de 73 anos mantém um perfil muito mais discreto do que Musk e não é pessoalmente ativo em nenhuma das principais plataformas de mídia social. Em outubro, ele disse à Radio Classique, de propriedade da LVMH, que vendeu seu jato particular porque havia sido envergonhado no Twitter por seu uso frequente do avião.

Arnault é casado e tem cinco filhos, todos atualmente trabalhando na LVMH ou em uma de suas marcas, segundo a Bloomberg.

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