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Comoção marca enterro do corpo de Ariano Suassuna

Despedida do escritor teve um misto de dor e de festa

Missa e velório do escritor Ariano Suassuna, no Palácio do Campo das Princesas (Eduardo Braga/Secretaria de Imprensa de Pernambuco)

Missa e velório do escritor Ariano Suassuna, no Palácio do Campo das Princesas (Eduardo Braga/Secretaria de Imprensa de Pernambuco)

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Da Redação

Publicado em 24 de julho de 2014 às 18h39.

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Recife - A despedida do escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, que morreu na noite desta quarta-feira, 23, aos 87 anos, teve um misto de dor e de festa, em clima de serenidade e com a participação dos folguedos populares da cultura pernambucana e nordestina que ele tanto defendeu.

No enterro, que ocorreu no final desta tarde no cemitério Morada da Paz, município metropolitano de Paulista, uma das netas de Ariano, Germana, se despediu contando que no ano passado, quando Ariano se recuperou de um enfarte e de um aneurisma, encontrou um popular na saída do hospital que abriu os braços e disse: "Ariano, graças a Deus. E agora?" Germana disse então que neste momento só poderia dizer "Graças a Deus".

"Ele foi um cometa raro para a cultura brasileira", resumiu o diretor Luiz Fernando Carvalho, ao destacar que Ariano conseguiu juntar os folguedos populares com a mais alta cultura.

"Com Ariano não há hierarquia entre cavalo marinho e Mozart", afirmou. Carvalho já adaptou, para a televisão, as obras de Ariano "Pedra do Reino", "Mulher Vestida de Sol" e "A Farsa da Boa Preguiça".

Em 2015, ele disse que irá adaptar "O amor de Fernando e Isaura", uma espécie de Romeu e Julieta sertanejo.

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