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Cápsula ecológica transforma entes que partiram em árvores

Colocando uma do lado da outra, é possível transformar um cemitério cheio de lápides em uma floresta

Biodegradável: o corpo do ente querido fica em posição fetal na cápsula feita de amido de plástico (Divulgação/Capsula Mundi)

Biodegradável: o corpo do ente querido fica em posição fetal na cápsula feita de amido de plástico (Divulgação/Capsula Mundi)

Vanessa Barbosa

Vanessa Barbosa

Publicado em 19 de março de 2015 às 17h02.

São Paulo - Não são apenas os vivos que enfrentam problemas com falta de espaço (e custos elevados) nas grandes cidades. De Hong Kong à Londres, passando por São Paulo, os cemitérios estão cada vez ves mais cheios e não é fácil encontrar novas áreas para as lápides daqueles que partiram.

Pensando em aliviar esse problema, dois designers italianos criaram o Capsula Mundi, primeiro projeto de promoção de cemitérios ecológicos da Itália.

Ao invés do caixão, que ocupa muito espaço, coloca-se o corpo do falecido em posição fetal em uma cápsula em forma de ovo feito de um material  plástico totalmente biodegradável que é produzido a partir de amido.

Uma vez enterrada, a cápsula se transforma numa árvore, que deverá ser cuidada por parentes e amigos. Cada cápsula contém sementes de espécies variadas, que podem ser escolhidas pela pessoa ainda em vida.

Colocando uma do lado da outra, é possível transformar um cemitério cheio de lápides em uma floresta, o que também ajuda a aliviar a falta de áreas verdes nos centros urbanos.

Apesar das vantagens da ideia, há dificuldades para concretizá-la. "O nosso objetivo é criar parques de memória. Mas a legislação italiana não permite esse tipo de enterro. Só pode usar madeira para fazer caixões e ferro estanhado", explicam os designers no site do projeto.
 

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