Carreira

Um jeito simples de ajudar seu cérebro a reter informações

Escrever à mão é mais eficiente para retenção de informações. Confira dicas do recordista brasileiro de memorização para fixar o conteúdo de aulas ou palestras

Mulher em exposição sobre cérebro humano: escrever  à mão facilita a memorização (Matt Cardy/Getty Images)

Mulher em exposição sobre cérebro humano: escrever à mão facilita a memorização (Matt Cardy/Getty Images)

Camila Pati

Camila Pati

Publicado em 18 de setembro de 2014 às 09h26.

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São Paulo – Mesmo que você digite mais rápido do que escreve, é melhor deixar o tablet ou o notebook de lado e pegar a caneta ao fazer anotações em aula, reuniões ou palestras.

E quem faz esta sugestão são dois cientistas, Pam Mueller, de Princeton, e Daniel Oppenheimer da Universidade da Califórnia, autores de um estudo publicado pelo jornal Psychological Science.

Eles descobriram que escrever à mão é bem mais eficiente para a memorização do que digitar. De acordo com o estudo, quem escreveu, ao invés de digitar, foi melhor no teste de retenção de informação na memória do que os colegas que fizeram o inverso.

Renato Alves, recordista brasileiro de memorização e autor do livro “Faça Seu Cérebro Trabalhar por Você” (Editora Gente) “assina embaixo” desta recomendação.“Quando escrevemos ativamos a memória sensorial e motora que registra os momentos feitos pelas mãos”, explica. 

Ele vai além: pede para caprichar na letra. “Quando você tem esse cuidado, precisa entrar num estado de concentração, ou seja, o ato de escrever por si só já ajuda a manter a mente mais focada. E como sabemos foco potencializa ainda mais a memorização”, diz.

Em seu livro “Não Pergunte Se Ele Estudou” (Humano Editora), Alves explica também que assistir uma aula prestando atenção e em seguida pegar uma folha de papel e fazer anotações traz ainda mais resultados.

“Ao processar e selecionar o que vai para o papel você acaba estimulando o córtex e produzindo sinapses. Escrever pode nos deixar mais inteligentes”, diz o especialista.

Para ele, são três atitudes quem estimulam a capacidade de memorização durante uma aula, palestra ou reunião:

1- Sente-se na primeira fila. “Para evitar dispersão”, diz.

2- Participe ativamente. “Acompanhar mentalmente a explicação, perguntar e participar ajuda a manter o foco”, diz.

3- Após a aula e com dúvidas solucionadas, faça um breve relatório, à mão, do que foi explicado. “Isso vai promover a fixação do assunto na memória”, diz.

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