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Rio Negócios, um bom exemplo de parceria público-privada

Executivos tocam a primeira agência de captação de investimentos municipal do país

Marcelo Haddad, diretor executivo da Rio Negócios: foco no desempenho da equipe (Marcelo Correa)

Marcelo Haddad, diretor executivo da Rio Negócios: foco no desempenho da equipe (Marcelo Correa)

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Juliana Cariello

Publicado em 13 de junho de 2013, 16h41.

São Paulo - Um laboratório farmacêutico americano estava quase desistindo de continuar na cidade do Rio de Janeiro porque não conseguia resolver a ordem de habite-se para a expansão da sua unidade, que estava emperrada havia meses. Um caso clássico da burocracia nacional.

A história poderia ter tido esse fim se não fosse a interferência de um grupo de executivos que trabalha para a prefeitura. Eles fazem parte da Rio Negócios, a primeira, e por enquanto única, agência de promoção de investimentos do Brasil.

Um exemplo de sucesso de parceria público-privada, inspirada na Think London, agência inglesa criada para pensar o desenvolvimento da cidade e o legado da Olimpíada de 2012. "Somos uma iniciativa privada dentro da administração pública com um caráter consultivo", diz Marcelo Haddad, diretor-executivo.

A meta do órgão era atrair para o Rio 1 bilhão de reais em investimentos em cinco anos. Esse número foi alcançado no primeiro ano com 14 projetos anunciados e 700 empregos gerados em seis dessas iniciativas. Há 154 projetos em andamento.  

O órgão centraliza as indicações de projetos e oportunidades de negócios que chegam à prefeitura. Sua estreia foi uma missão quase impossível, a de levar para o Rio o quinto centro de pesquisa mundial da General Electric (GE), a terceira maior empresa do mundo. Na disputa estavam Belo Horizonte, São Paulo, Campinas, São José dos Campos e outras 95 cidades do mundo.

O centro, de 450 milhões de dólares, começa a ser construído neste semestre na Ilha do Fundão, na zona norte da cidade, e vai empregar 300 cientistas até o fim de 2012.

Vagas qualificadas

O Rio tem cinco áreas de desenvolvimento de carreiras, que englobam engenharia de projetos, logística, pesquisa científica, engenharia de plantas industriais e outras categorias, como os profissionais de indústria criativa em moda, design, produção audiovisual, mercado de internet, telecom e entretenimento.

"Nossa missão é empacotar todos os atrativos da cidade, que inclui copa, olimpíada, revitalização do centro e pré-sal, e vender no mercado com o objetivo de atrair mão de obra qualificada", diz Marcelo.

A Rio Negócios é um belo exemplo de que a gestão pública pode incorporar boas práticas da iniciativa privada. Ao fazer isso, acaba atraindo os jovens cérebros que muitas vezes veem o setor público como um cabide de empregos — o que nem sempre é verdade.