Redação Exame
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 11h48.
Jack Zhang não acredita em burnout. O CEO e cofundador da Airwallex, fintech avaliada em US$ 8 bilhões, diz trabalhar 80 a 100 horas por semana desde os 16 anos — e isso há mais de duas décadas.
Sua rotina insana começou por necessidade, quando estava sozinho como imigrante na Austrália, Zhang teve que bancar seus próprios estudos e moradia com quatro empregos ao mesmo tempo, enquanto cursava ciência da computação.
Lavava pratos, era barman à noite, atendente em um posto de gasolina na madrugada e embalador de limões no verão.
“Ou você sobrevive ou não”, disse Zhang. “Quando você está naquela situação difícil, burnout não é uma opção.”
As informações são da CNBC Make It.
Após se formar na Universidade de Melbourne, Zhang entrou para o setor bancário e atuou em empresas como a seguradora Aviva. Paralelamente, fundava negócios de exportação de azeites a incorporação imobiliária. Ainda jovem, acumulou milhões em patrimônio, mas não sentia propósito.
Tudo mudou aos 30 anos, com o nascimento de sua filha. Foi quando decidiu abandonar a carreira executiva e “fazer algo grande de verdade”. Em 2015, cofundou a Airwallex, ao lado de ex-colegas de faculdade, para resolver um problema: a ineficiência das transferências internacionais de dinheiro.
A ideia surgiu de uma cafeteria que Zhang tinha com um dos sócios. A importação de grãos e insumos expôs as falhas do sistema SWIFT — caro, lento e burocrático. A proposta era criar uma infraestrutura global paralela, mais eficiente e transparente para pagamentos entre países.
O grupo fundador reunia talentos técnicos e operacionais: Max Li, Lucy Liu, Jacob Dai e Ki-lok Wong. Lucy Liu foi a primeira investidora e aportou US$ 1 milhão na startup. O que começou com um desafio logístico virou um negócio com ambição global.
Hoje, a Airwallex movimenta bilhões em pagamentos, tem mais de 1 bilhão de dólares em receita anualizada (ARR) e já é considerada uma das maiores fintechs fora dos Estados Unidos.
Com escritórios em diversos continentes, clientes corporativos e uma infraestrutura própria, a empresa atende empresas que precisam de soluções rápidas e seguras para transações transfronteiriças, um setor vital para a economia global.
Aos mais de 40 anos, Zhang continua com a mesma rotina pesada. “Ainda trabalho 80 horas por semana facilmente”, diz. Segundo ele, o próximo passo é claro: atingir US$ 10 bilhões em receita até 2030.
A meta é ambiciosa, mas nada incomum para quem já superou barreiras de idioma, imigração, fome, exaustão e mercado.
“Quero construir algo que me mova todos os dias. Algo que ninguém precise me acordar para fazer”, afirmou.
Enquanto muitos discutem equilíbrio entre vida pessoal e profissional, Jack Zhang opera em outra lógica: a de quem vê o trabalho como missão — e a missão como um motor de transformação global.
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