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Terra de oportunidades

Os setores de serviços, mineração e varejo estão em expansão. Carência de líderes abre possibilidades para quem vem de fora

São Paulo - Nos dois primeiros meses do ano, a mineradora Anglo American contratou cerca de 120 pessoas. As vagas, do nível operacional ao gerencial, são para a unidade da empresa em Barro Alto, em Goiás. A mineradora planeja contratar até 690 pessoas neste ano.

“Com a recuperação da economia a partir do segundo semestre de 2009, retomamos os processos seletivos”, diz Marcos Cangussu, gerente de recursos humanos da empresa em Barro Alto.

Encontrar profissionais com perfil gerencial para a operação da região é uma das maiores dificuldades do projeto. “Para as vagas de engenharia e algumas áreas mais técnicas, tivemos que trazer gente de Minas Gerais e do Pará”, diz Marcos.

O engenheiro químico Fernando Vieira, de 30 anos, é um dos migrantes. Formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele deixou Belo Horizonte para trabalhar na operação da Anglo American em Niquelândia, em Goiás.

Atraído pela possibilidade de aplicar no dia a dia o conhecimento adquirido no laboratório da universidade, onde atuava como pesquisador, Fernando aceitou a proposta de emprego e topou mudar de cidade.

“A empresa me dá oportunidade de crescimento e investe na minha formação”, diz. O engenheiro conta que a hospitalidade na nova cidade e a receptividade dos colegas tornaram a mudança mais fácil. “O jeito das pessoas é até parecido com o de Belo Horizonte”, diz.

O setor de serviços também está em expansão e deve oferecer muitas vagas no Centro-Oeste. A rede de fast-food brasiliense Giraffas é um exemplo. Após registrar crescimento de 19% das vendas mesmo em ano de crise, a companhia se prepara para abrir 12 lojas na região em 2010.

“Temos boas perspectivas, que podem ser demonstradas pelo plano de expansão”, diz a coordenadora de recursos humanos da rede, Jucilene Sousa. Nos novos restaurantes, o Giraffas vai abrir vagas operacionais, para quem está em busca do primeiro emprego, e gerenciais. Entre iniciantes e profissionais experientes, serão aproximadamente 100 novas posições de trabalho.

Além de serviços, os setores de construção civil, tecnologia da informação e energia elétrica devem registrar os maiores crescimentos econômicos da região.

“As obras da Copa do Mundo de 2014 e a construção de moradias e de estruturas físicas que comportem as equipes das empresas que estão se instalando na região manterão o mercado da construção civil aquecido”, diz Douglas Oliveira, consultor da PricewaterhouseCoopers em Brasília. 

As empresas que estão se expandindo fazem a seleção dos candidatos tanto diretamente, por meio das áreas de recursos humanos, quanto com o apoio de empresas de headhunting. “Isso depende do perfil que buscamos. Se for para um cargo operacional, usamos consultorias. Para as vagas gerenciais, que exigem um profissional mais gabaritado, a seleção é feita internamente”, afirma Marcos, da Anglo American.

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