Redação Exame
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 15h58.
Última atualização em 23 de janeiro de 2026 às 16h01.
Muitos líderes acreditam que o problema está no conteúdo da mensagem. Mas, como mostra o estrategista Wilson Luna, a falha de comunicação mais comum não está no que se diz, e sim no “como” se diz. Segundo ele, uma ideia pode morrer na sala de reunião simplesmente por ter sido apresentada no nível errado de detalhe: ou técnica demais para quem só queria o impacto, ou vaga demais para quem precisava executar.
A chave está no conceito de nível de abstração, a capacidade de “dar zoom” na comunicação. Grandes líderes sabem quando precisam ampliar o discurso para mostrar visão estratégica e quando precisam ser cirúrgicos nos detalhes. O erro acontece quando a mensagem está desalinhada com a audiência. As informações foram retiradas da Entrepreneur.
Imagine o CEO que entra na reunião e diz: “Precisamos engajar mais os clientes.” O time até concorda, mas ninguém sabe o que isso significa. Mudar o site? Melhorar o suporte? Criar um programa de fidelidade? A falta de clareza transforma uma direção estratégica em confusão operacional.
No outro extremo, um gerente apresenta uma nova ferramenta em detalhes técnicos a um board que só quer entender impacto financeiro e risco. O resultado? A audiência se desconecta, e o projeto perde força.
Quando a comunicação está no nível errado, a decisão atrasa, a equipe se desmotiva e a credibilidade do líder diminui.
Segundo Luna, o segredo é tratar a comunicação como uma lente de câmera. “Zoom in” para técnicos e times de execução. “Zoom out” para alta liderança e investidores. A mensagem precisa estar no mesmo nível de abstração da pessoa que vai recebê-la.
Esse alinhamento não é instintivo, é estratégico. É o que separa líderes compreendidos de líderes apenas ouvidos.
Antes de uma reunião, e-mail ou apresentação, pergunte-se: para quem estou falando?
Executivos querem impacto, risco e estratégia.
Gerentes querem saber como as áreas vão se alinhar e o que muda na operação.
Times de execução querem clareza sobre o que fazer e por quê.
Além disso, avalie o estado emocional e o momento da pessoa ou grupo: estão sob pressão? Lidando com mudança? Buscando aprovação ou engajamento?
Luna sugere uma regra prática: se for execução, seja específico; se for direção, seja estratégico. Ajustar o vocabulário e o nível de detalhe muda a forma como sua mensagem será recebida, e absorvida.
Em um mundo onde todos falam, poucos realmente são ouvidos. Profissionais que dominam a comunicação assertiva se destacam, inspiram confiança e são lembrados por sua clareza e equilíbrio.
Agora é sua vez de desenvolver essa habilidade e transformar o modo como você se expressa e como as pessoas te escutam.
Descubra tudo sobre o curso gratuito Comunicação Assertiva no Trabalho e inscreva-se agora mesmo.