Carreira

Stone procura jovens com vontade de aprender: ‘É menos sobre o que você sabe hoje’

Mônica Santos, diretora de Gente da Stone, explica por que conexão, curiosidade e fit cultural pesam na contratação

Mônica Santos, diretora de Gente da Stone

Mônica Santos, diretora de Gente da Stone

Publicado em 8 de julho de 2026 às 10h07.

Última atualização em 8 de julho de 2026 às 10h24.

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Em um mercado em que processos seletivos são cada vez mais digitais, Mônica Santos, diretora de Gente da Stone, defende que a tecnologia pode facilitar etapas, mas não substitui a potência de uma conversa presencial.

Para ela, a escolha de uma empresa também é uma decisão do candidato. Mais do que disputar uma vaga, o jovem precisa entender se aquela cultura, aquele ambiente e aquela forma de trabalhar fazem sentido para sua trajetória.

“O processo seletivo é uma via de mão dupla. Da mesma maneira como a empresa está querendo conhecer a pessoa candidata, ela também está tendo a oportunidade de conhecer a empresa”, afirma.

A executiva será uma das vozes associadas à Conferência de Carreira Na Prática, evento voltado a jovens em início de carreira que reúne empresas com vagas reais, processos seletivos no mesmo dia e oportunidades de conexão direta com recrutadores.

O que a Stone busca em jovens talentos

A Stone tem um histórico de parceria com o Na Prática e enxerga a conferência como um canal estratégico para se aproximar de jovens com alto potencial.

Segundo Mônica, a empresa busca pessoas para diferentes portas de entrada, como o programa de estágio, voltado a estudantes, e o Recruta, programa de trainee para profissionais formados há até três anos.

Mas o ponto central, segundo ela, não está apenas no conhecimento técnico.

“Não é sobre o conhecimento que você tem, é sobre a sua capacidade de continuar aprendendo”, afirma.

Para Mônica, essa característica se torna ainda mais importante em um momento em que tecnologia e inteligência artificial estão transformando a forma como as pessoas trabalham. O diferencial dos novos talentos não está em saber todas as respostas, mas em ter curiosidade, capacidade de aprender rápido e vontade de evoluir junto com as mudanças.

"O jovem que vem para a Stone não vem para fazer trabalho operacional, burocrático. É para aprender, pegar projetos, se desenvolver e contribuir de verdade"Mônica Santos, diretora de Gente da Stone

Cultura pesa tanto quanto currículo

Hoje, a Stone tem cerca de 10 mil funcionários em áreas como operações (vendas, atendimento, logística), tecnologia (engenharia, produto, GenAI) e back office (finanças, tesouraria, RH, jurídico entre outras) . Para Mônica, essa diversidade de áreas amplia as possibilidades de desenvolvimento para quem está começando.

Ao falar da cultura da empresa, ela destaca valores como "O Cliente é a razão", "Cabeça de dono", "Excelência é um jogo de equipe", "Direto ao ponto" e "Paixão em cada detalhe". Esses valores aparecem no dia a dia: na forma como as pessoas tomam decisões, resolvem problemas e trabalham juntas.

Na prática, isso significa buscar jovens que não apenas cumpram requisitos de uma vaga, mas que se identifiquem com a forma como a empresa toma decisões, se relaciona e entrega resultados.

“É menos sobre o que você sabe, é mais sobre o que você quer alcançar”, diz.

Mônica Santos, diretora de Gente da Stone

Por que o presencial ainda faz diferença

Para jovens acostumados a se candidatar por plataformas online, Mônica reforça que eventos presenciais têm um papel que o digital dificilmente substitui: permitir que candidato e empresa se conheçam para além do currículo.

“Você pode estudar online, trabalhar online, mas nada substitui o que acontece quando duas pessoas estão juntas”, afirma.

Na visão da executiva, uma página de carreiras pode explicar uma vaga, uma cultura ou um benefício. Mas a experiência de conversar com profissionais da empresa, perceber a energia do time e entender como as pessoas se relacionam oferece uma camada mais concreta de decisão.

É nesse ponto que a Conferência de Carreira Na Prática se diferencia. O evento reúne jovens aprovados em uma triagem prévia, empresas com intenção real de contratação e uma programação pensada para acelerar conexões profissionais.

A edição marcada para 10 de agosto, em São Paulo, prevê mais de 20 empresas participantes, mais de 400 vagas de emprego e estágio e processos seletivos acontecendo no mesmo dia.

A chance de ser visto antes do processo seletivo

Para Mônica, um dos maiores ganhos da conferência é permitir que o jovem conheça empresas antes mesmo de entrar formalmente em um processo seletivo.

Isso muda a lógica da candidatura. Em vez de enviar um currículo e esperar uma resposta, o candidato pode conversar diretamente com recrutadores, entender quais competências são valorizadas e avaliar se aquela empresa combina com seus valores e objetivos.

“Quando você está numa conferência como o Na Prática, você está, normalmente antes de um processo seletivo, tendo a chance de conhecer a fundo quem é essa empresa por meio das pessoas que estão ali”, afirma.

A conferência também inclui preparação prévia para os participantes, com foco em posicionamento, conversas com recrutadores e apresentação das próprias experiências, mesmo para quem ainda não tem um currículo considerado “perfeito”.

Para empresas, contratar jovens talentos também é construir o futuro do negócio

Na outra ponta, a conferência também responde a um desafio das empresas: encontrar jovens qualificados, engajados e com potencial de crescimento em um ambiente cada vez mais competitivo por talentos.

Mônica afirma que, para as companhias, estar perto desses jovens é uma oportunidade estratégica. Segundo ela, quem participa do Na Prática já demonstra um traço importante: vontade de correr atrás.

“Eu acredito que o jovem que está no Na Prática já demonstra algo importante: curiosidade, iniciativa e vontade de correr atrás. São pessoas buscando aprender, se conectar e criar oportunidades, características que valorizamos muito.”, afirma.

Para as organizações, o evento oferece contato direto com candidatos, redução de tempo e custo de recrutamento e fortalecimento da marca empregadora junto a jovens de alto potencial.

Em um cenário em que contratar bem exige mais do que preencher vagas, a fala de Mônica resume o principal ganho da experiência: empresas e candidatos precisam se escolher. E essa escolha fica mais forte quando acontece com troca real, presença e clareza de propósito.

Contrate melhor, mais rápido e com mais estratégia

A Conferência Na Prática aproxima sua empresa de jovens talentos qualificados, pré-selecionados e preparados para conversas reais de carreira. Uma oportunidade para fortalecer sua marca empregadora, acelerar processos seletivos e construir um banco de talentos com alto potencial para o futuro.

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