(Sorbetto/iStockphoto)
Redatora
Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 11h37.
Você abre o computador pela manhã e, antes mesmo de terminar o café, já se sente soterrado por notificações, e-mails e demandas que se acumulam como uma avalanche. A sensação de estar sempre atrasado, de não dar conta de tudo, se tornou o novo normal para muitos profissionais, inclusive os que já ocupam cargos de liderança.
Mas há um caminho possível para romper esse ciclo de estagnação, começar pequeno.
Segundo a especialista em produtividade Rashelle Isip, a saída para o excesso de tarefas pode estar em um ajuste sutil, mas poderoso de encontrar e resolver o “espinho no seu sapato”. A ideia é simples, e surpreendentemente eficaz. As informações foram retiradas de Inc.
A maioria dos profissionais não está paralisada pela quantidade de tarefas em si, mas sim por uma única pendência específica que consome energia mental de forma desproporcional.
Segundo Rashelle, esse tipo de tarefa é como uma pedra no sapato: pequena, mas incômoda o suficiente para afetar todo o desempenho. Pode ser um e-mail importante que você vem evitando, um relatório pendente, uma ligação delicada. Algo que está na sua lista há semanas, talvez meses.
Identificar esse item e colocá-lo como a prioridade do dia é o primeiro passo para retomar o controle da sua produtividade.
O conceito tem base no que se chama de “regra do 1%”, ou seja, melhorar apenas 1% do ambiente ou da rotina já é suficiente para mudar sua relação com o trabalho.
A lógica é que ao resolver uma pequena tarefa que estava travando sua mente, você experimenta uma sensação imediata de alívio. Esse pequeno avanço gera motivação e energia para encarar o restante do dia com mais clareza e disposição.
Isip reforça que o maior inimigo da execução não é a falta de tempo, mas a falta de clareza. Quando um profissional pensa simultaneamente em dezenas de demandas — contratar alguém, revisar contratos, enviar propostas, responder clientes — a tendência é não fazer nada com excelência.
É aí que o foco em uma única tarefa crítica se mostra decisivo. Ao eliminar o “espinho”, você libera espaço mental e emocional para atuar com mais consistência.
O bloqueio raramente é técnico. Na maioria das vezes, profissionais adiam tarefas por conta de emoções difíceis ligadas a elas, como medo de errar, receio de conflito, insegurança diante de algo novo.
Reconhecer essa resistência e enfrentá-la com um plano de ação objetivo é um comportamento típico de quem desenvolve alta performance na prática.
Outro ponto trazido pela autora é a importância do diálogo interno produtivo. Muitos líderes e gestores justificam a não execução dizendo a si mesmos: “Tenho outras prioridades”, “Não é o momento certo”, “Isso pode esperar”.
Esses pensamentos, embora compreensíveis, se transformam em barreiras invisíveis que mantêm o profissional preso na inércia. Um simples ajuste no discurso mental pode mudar o ritmo do dia: “Se eu resolver isso agora, tudo vai andar melhor depois.”
O Na Prática nasceu com a missão de transformar o potencial de jovens em resultados concretos para suas carreiras e para o Brasil.
O curso Execução de Alta Performance é um dos programas mais completos para quem busca sair da estagnação e crescer com consistência.