1. Finanças saudáveis (EXAME.com)
Redatora
Publicado em 11 de maio de 2026 às 16h38.
Durante anos, executivos construíram carreiras sólidas dominando áreas como marketing, operações, tecnologia, comercial e gestão de pessoas. Aprenderam a crescer entregando resultado, liderando equipes e expandindo negócios.
Mas existe um momento específico em que muitos profissionais experientes começam a perder espaço dentro das próprias discussões estratégicas que ajudaram a construir.
É quando a conversa deixa de ser sobre execução e passa a girar em torno de capital, estrutura financeira, retorno sobre investimento, valuation, M&A e eficiência operacional sob a ótica financeira.
Nesse instante, boa parte da sala muda de posição. Alguns passam a conduzir a decisão enquanto outros apenas acompanham.
O cenário ajuda a explicar um movimento que vem ganhando força entre executivos seniores, donos de empresa e profissionais que miram cadeiras em conselho: a busca por formação financeira aplicada ao ambiente executivo — mesmo entre aqueles que nunca trabalharam diretamente na área.
O mercado mudou o perfil do executivo estratégico. Hoje, CEOs esperam que líderes de diferentes áreas sustentem decisões com racional financeiro.
Na prática, isso significa que diretores e gerentes de negócio passaram a lidar com temas que antes ficavam concentrados exclusivamente no departamento financeiro.
Quem lidera marketing precisa justificar orçamento sob lógica de retorno e eficiência de capital, e executivos de operações discutem margem e estrutura de custos com mais profundidade.
Profissionais de tecnologia participam de decisões ligadas a investimento, valuation e expansão. Empresários enfrentam discussões sobre captação, estrutura societária e governança.
A consequência é uma pressão crescente sobre lideranças que chegaram ao topo sem formação estruturada em finanças corporativas.
Esse movimento também ajuda a explicar por que executivos experientes estão voltando para salas de aula em programas de curta duração voltados exclusivamente para alta liderança.
O objetivo não é recomeçar a carreira, mas sim preencher uma lacuna específica.
Muitos líderes dominam profundamente suas áreas, mas reconhecem que ainda recuam quando a discussão entra em temas como custo de capital, valuation, estrutura de funding ou impacto tributário.
Em um ambiente corporativo cada vez mais pressionado por eficiência, crescimento sustentável e geração de valor, essa limitação começa a custar influência.
É nesse contexto que a Saint Paul lança o FECC One-Day Edition.
O programa foi desenhado para executivos que não vieram de finanças, mas que hoje precisam dominar a lógica financeira que sustenta decisões estratégicas.
A imersão reúne quatro blocos centrais para a alta liderança:
A proposta é discutir finanças sob a perspectiva de quem lidera negócios — e não de quem executa rotinas técnicas da área financeira.
O programa será conduzido por nomes com trajetória consolidada no mercado, incluindo Jorge Louzada Kozlovsky, José Roberto Securato Jr., Giácomo Diniz e Valeria Zotelli.