Carreira

O que é ‘governança do bem-estar’ — e por que ela deve fazer parte da sua liderança

Alta pressão e burnout aceleram rotatividade no topo; especialistas defendem nova prática de liderança

As campeãs do bem-estar (Getty Images)

As campeãs do bem-estar (Getty Images)

Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 14h14.

A cobrança por resultados nunca foi tão intensa — e o impacto já aparece no topo das organizações. Segundo dados citados no artigo, o turnover de CEOs está em níveis recordes, enquanto executivos relatam sobrecarga crescente e dificuldade de sustentar o ritmo.

A proposta apresentada é o conceito de “governança do bem-estar” — uma abordagem que trata saúde física e mental como pilar estratégico da performance executiva, e não como benefício periférico.

Para quem busca alta performance na carreira, o debate é direto: desempenho sustentável exige estrutura. As informações foram retiradas de Fast Company.

O que é ‘governança do bem-estar’?

A Dra. Talia Varley argumenta que bem-estar não pode ser tratado apenas como prevenção ao burnout, ele deve ser considerado infraestrutura de performance.

‘Governança do bem-estar’ significa criar mecanismos formais para proteger a saúde física e mental dos líderes — assim como existem estruturas de governança financeira ou regulatória.

A proposta reconhece que clareza estratégica, resistência emocional e capacidade de decisão dependem de energia sustentável. Performance e bem-estar, segundo a autora, não são opostos — são interdependentes.

Liderança sob pressão constante

Liderar exige níveis inéditos de energia e adaptação. Executivos precisam alternar rapidamente entre contextos, tomar decisões sob incerteza e manter presença estratégica mesmo sob fadiga acumulada.

Esse modelo tem custos. Segundo a Fast Company, cerca de 52% dos executivos de C-level relatam estar sobrecarregados e em burnout. Ao mesmo tempo, o tempo médio de permanência de CEOs nas empresas do S&P 500 caiu de seis anos em 2013 para 4,8 anos em 2022 — uma redução de 20%.

O caso do CEO do HSBC, Noel Quinn, citado no texto, ilustra o movimento: ele decidiu se afastar para buscar maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

O risco para a sucessão e a performance

A pressão não afeta apenas indivíduos, mas a estrutura das empresas. Segundo a fonte, em 2025, 44% dos novos CEOs do S&P 500 e 52% dos CEOs do FTSE 100 foram contratados externamente, em parte porque o pipeline interno de liderança estava enfraquecido.

Com menos executivos dispostos a assumir funções de alta exigência, empresas enfrentam risco na sucessão, queda de produtividade e perda de talentos estratégicos.

A nova geração também influencia o cenário. Profissionais da geração Z e millennials demonstram menor interesse por trajetórias marcadas por burnout elevado e jornadas insustentáveis.

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