Redação Exame
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 15h55.
Para crescer, startups precisam tomar decisões rápidas, organizar times com clareza de funções e evitar que a burocracia engesse o negócio. Mas o que muitos líderes ainda não perceberam é que a cultura organizacional é a principal ferramenta para isso.
Ela não é sobre clima, e sim sobre coordenação eficaz entre pessoas e áreas, algo que, quando mal feito, custa caro.
Segundo Neel Somani, fundador com experiência em blockchain e ex-analista da Citadel, toda dependência entre áreas, reuniões sem definição de responsabilidade ou excesso de aprovação são custos invisíveis que minam a performance.
Ao ignorar esse "custo da coordenação", empresas sacrificam velocidade, engajamento e, em última instância, crescimento. As informações foram retiradas da Entrepreneur.
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Empresas falam sobre CAC, LTV, churn, burn rate. Mas raramente falam sobre custo de entrega, ou seja, quanto tempo, energia e dinheiro são desperdiçados porque as pessoas não sabem quem decide, quem executa ou o que pode ser feito sem pedir permissão.
O “imposto da coordenação” é real. A cada novo elo na cadeia de aprovação, o risco de falha aumenta. Cada camada de autorização consome tempo e dilui a responsabilidade. Em startups, isso pode ser fatal.
Como mostra Somani, em condições iguais, uma pessoa com múltiplas funções e autonomia entrega mais do que três que dependem uma da outra.
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Para que a cultura seja um motor de crescimento, é preciso redesenhar a forma como as decisões são tomadas. Somani propõe um mapa de decisões: para cada tipo de decisão recorrente (como precificação ou contratação), determine com clareza:
Parece simples, mas raramente é feito. Quando todos opinam, ninguém se responsabiliza. Quando ninguém sabe quem decide, tudo trava.
A proposta é ter menos comitês e mais ownership. Decisões rápidas, com feedbacks rápidos. “Peça perdão, não permissão”, diz Somani. Ensine discernimento por meio da análise pós-execução, não por processos intermináveis de autorização.
A maior parte das empresas só percebe os custos de coordenação quando já está atolada. Somani lista quatro sinais clássicos:
Esses problemas são silenciosos, mas corrosivos. Eles drenam energia, frustram os melhores talentos e transformam o trabalho em um campo de atrito.
Se coordenação tem custo, ela precisa ser medida. Aqui estão algumas sugestões do autor:
Esses dados revelam onde a empresa está engasgando — e onde está pronta para escalar.
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