Características das grandes amizades, como comprometimento, parceria eintimidade, também são responsáveis por uma sociedade próspera /Thinkstock /
Redatora
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 16h21.
A rotina mudou, os horários são mais flexíveis, o trabalho híbrido virou padrão. Entre reuniões no Zoom e prazos apertados, fazer amizades no trabalho se tornou um desafio silencioso, mesmo para quem passa anos na mesma equipe.
A pausa para o café virou exceção, o “alô” no corredor, quase inexistente e o resultado disso não é só social, afeta diretamente a forma como entregamos, colaboramos e persistimos diante de metas exigentes.
Segundo Peter Economy, colunista especializado em liderança, relações saudáveis no trabalho influenciam diretamente a experiência profissional e a capacidade de execução de qualquer pessoa. Ter amigos no ambiente profissional melhora o humor, aumenta a motivação e reduz a sensação de sobrecarga.
A seguir, ele compartilha sete hábitos simples para criar conexões reais no ambiente corporativo, um investimento direto na sua performance. As informações foram retiradas de Inc.
Pessoas com alta performance sabem sair da zona de conforto. No campo das relações, isso significa interagir com colegas de outras áreas, funções ou perfis.
Cumprimente alguém que você nunca abordou e pergunte como está o dia. Um gesto pequeno pode abrir espaço para trocas que vão além da rotina automática, e gerar colaborações futuras que antes pareciam improváveis.
A chave aqui não é ser invasivo, mas demonstrar interesse humano.
Perguntar o que alguém está lendo, qual é a série preferida ou se costuma caminhar depois do expediente pode parecer banal, mas são esses assuntos leves que constroem pontes entre as pessoas.
Empatia começa com curiosidade genuína. E quem domina essa habilidade, colabora melhor, ouve mais e resolve conflitos com mais maturidade.
Não é preciso virar o melhor amigo de todo mundo. Basta um ponto de conexão para sustentar conversas e criar um vínculo real: um esporte, um hobby, um gosto musical — até uma reclamação compartilhada.
Esses pequenos alinhamentos criam familiaridade e, com o tempo, confiança. Em ambientes de alta pressão, isso pode ser o que mantém o clima leve e o trabalho fluindo.
Enviar uma mensagem desejando bom dia, segurar a porta, elogiar uma ideia. Gestos simples comunicam: “você importa”.
Esse tipo de atitude, repetida com consistência, gera reciprocidade e aumenta a sensação de apoio mútuo, algo essencial em ambientes de alta exigência.
Você não precisa organizar um happy hour. Mas pode chamar alguém para almoçar fora da empresa, tomar um café ou caminhar após o expediente.
Momentos sem pressão são espaços férteis para que conversas mais leves surjam — e reforcem a sensação de pertencimento.
Reconhecer uma boa entrega, parabenizar por uma conquista ou valorizar uma ideia durante a reunião mostra que você está atento e valoriza o outro.
Lideranças eficazes — e colegas colaborativos — sabem que a validação fortalece laços e aumenta o engajamento da equipe.
Criar laços no trabalho exige consistência e, muitas vezes, um pouco de coragem para dar o primeiro passo. Mesmo que o outro não retribua de imediato, manter a atitude acolhedora tende a gerar frutos no médio prazo.
E, como lembra Peter Economy, não é preciso um grande gesto, apenas a soma de pequenas interações positivas.
O Na Prática nasceu com a missão de transformar o potencial de jovens em resultados concretos para suas carreiras e para o Brasil.
O curso Execução de Alta Performance é um dos programas mais completos para quem busca sair da estagnação e crescer com consistência.