Redatora
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 11h10.
Última atualização em 20 de janeiro de 2026 às 11h13.
Em 2022, aos 21 anos, o russo Kirill Avery captou US$ 500 mil de investidores do Vale do Silício ao oferecer algo inusitado: 2% de todos os seus lucros futuros ao longo de 15 anos.
O modelo, estruturado por meio de um contrato tipo SAFE — comum entre startups para levantar capital em troca de participação futura —, deu origem a um novo tipo de ativo: ele mesmo.
Hoje, aos 24 anos, ele é fundador da Alien, startup que desenvolve soluções para verificação de identidade digital na era da IA, após já ter criado outros negócios ainda na adolescência. Com trajetória precoce, e sem acesso a grandes recursos familiares, ele viu na própria ambição uma forma de atrair capital e impulsionar sua jornada empreendedora. As informações são do Business Insider.
A estrutura adotada por Kirill é incomum. Ele criou uma holding, chamada Kirill Co., e firmou um compromisso legal em que todas as empresas ou investimentos que fizer nos próximos 15 anos estarão vinculados à holding. Os investidores que aportaram os US$ 500 mil não apostaram em um negócio específico, mas em tudo o que ele vier a construir até os 36 anos de idade.
“Os investidores sabem que eu poderia usar o dinheiro para tirar férias, mas confiam no meu histórico. E sabem que não me dou esse luxo”, afirmou Kirill.
Segundo ele, as atualizações aos investidores são feitas algumas vezes por ano, com detalhes sobre uso de capital, receita e novos aportes.
A trajetória de Kirill é marcada por uma certeza incomum: acredita que, ao fim do contrato de 15 anos, terá alcançado sucesso estrondoso. Essa autoconfiança, que Sam Altman, da OpenAI, descreve como “quase uma ilusão” típica dos grandes fundadores, é parte do que atrai investidores dispostos a apostar não apenas em uma ideia, mas na capacidade de alguém repetidamente gerar negócios lucrativos.
Segundo o próprio Kirill, o objetivo é criar modelos acessíveis para que outros jovens fundadores possam vender percentuais do seu próprio futuro.
“Essa abordagem me deu liberdade para testar ideias, errar, corrigir o rumo — e continuar construindo”, afirmou.
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