Danilo Denardi Rosa da Silva, diretor global de Customer Experience da 99/DiDi
Redatora
Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 14h18.
Última atualização em 2 de fevereiro de 2026 às 14h19.
Danilo Denardi Rosa da Silva não saiu de uma grande capital, nem começou a carreira em empresas globais. Cresceu em uma cidade do interior de São Paulo, com cerca de 30 mil habitantes, e construiu o caminho passo a passo.
Hoje, é diretor global de Customer Experience da 99/DiDi, liderando frentes de aquisição, engajamento e retenção de parceiros em diferentes países da América Latina.
Entre um ponto e outro dessa trajetória, não há atalhos nem histórias de genialidade precoce, o que existe é execução, disciplina e decisões consistentes ao longo do tempo, além, claro, da disposição constante de se expor a ambientes mais exigentes do que o confortável.
Formado em Administração, Danilo iniciou a vida profissional em uma empresa de médio porte no interior paulista. Poucos anos depois, percebeu que, para ampliar seu impacto, precisaria ampliar também seus horizontes.
Foi nesse contexto que começou a buscar experiências que o colocassem em contato com pessoas melhores, desafios maiores e modelos mentais mais sofisticados. Participou de programas de formação em liderança, tornou-se multiplicador de iniciativas educacionais e passou a se mover de forma mais estratégica dentro da própria carreira.
Mais do que acumular cursos, Danilo buscava contexto. Ambientes que o forçassem a aprender mais rápido, errar cedo e ajustar a rota.
Uma das experiências mais marcantes, segundo ele, foi o contato com metodologias que exigiam execução em ciclos curtos. Nada de planos longos demais ou ideias guardadas na gaveta.
A lógica era simples — e dura: testar rápido, errar pequeno, aprender e ajustar. Colocar projetos em pé mesmo sem todas as respostas. Criar versões mínimas, validar hipóteses e só então escalar.
Esse modelo, que na época parecia um exercício acadêmico, se tornou central na sua atuação anos depois, já em posições de liderança. Hoje, Danilo aplica os mesmos princípios no dia a dia da 99/DiDi, especialmente em iniciativas de intraempreendedorismo e inovação operacional.
Ao longo da carreira, Danilo foi confrontado com uma ideia que mudaria sua forma de enxergar liderança: a de que alta performance não nasce pronta.
O diferencial está na capacidade de moldar bons hábitos, manter disciplina e sustentar aprendizado contínuo ao longo do tempo.
Ele próprio se define como alguém que nunca foi o melhor aluno da sala. Mas sempre foi consistente. Estudou com regularidade, escolheu ambientes exigentes e trabalhou com pessoas que o puxavam para cima.
Um dos princípios que mais o acompanha até hoje é a ideia de que somos a média das pessoas com quem convivemos profissionalmente. Por isso, Danilo passou a tomar decisões de carreira olhando menos para cargos e mais para contextos.
Quem seriam seus líderes? Quem seriam seus pares? Que tipo de conversa teria todos os dias? Essas perguntas passaram a pesar mais do que o nome da empresa ou o tamanho do salário.
Essa lógica o levou ao MBA internacional, à consultoria estratégica e, posteriormente, a posições de liderança em empresas de alta complexidade operacional, como o Mercado Livre e a 99.
Na 99/DiDi, Danilo lidera times distribuídos em diferentes países, lidando com realidades culturais, operacionais e regulatórias distintas. Nesse cenário, execução deixou de ser apenas uma habilidade individual e passou a ser um diferencial organizacional.
Danilo Denardi Rosa da Silva, diretor global de Customer Experience da 99/DiDi
A capacidade de transformar estratégia em ação, de alinhar times, testar soluções rapidamente e aprender com dados se tornou central. Não há espaço para romantizar ideias. O que não funciona, cai, mas o que funciona, escala.
É essa mentalidade que ele busca replicar nos times que lidera: menos discurso, mais prática; menos perfeccionismo, mais movimento.
Ao olhar para trás, Danilo não destaca um momento específico como decisivo. O que aparece é um padrão de curiosidade constante, senso de urgência e compromisso com execução.
Ele acredita que carreiras sólidas não são feitas de saltos espetaculares, mas de decisões repetidas com coerência. Escolher aprender, escolher se expor e escolher fazer, mesmo sem garantias.
Em um mercado cada vez mais volátil, essa combinação — disciplina, execução e aprendizado contínuo — deixa de ser diferencial e passa a ser requisito.
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